Anvisa proíbe venda de produtos dermatológicos irregulares e determina recolhimento de equipamento estético
Agência identificou a comercialização de itens sem registro sanitário e determinou a suspensão imediata da fabricação, distribuição e uso dos produtos em todo o país.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (31), no Diário Oficial da União (DOU), uma decisão que proíbe a comercialização de diversos produtos dermatológicos da empresa Dhermashop Saúde Ltda. A medida foi adotada após a identificação de irregularidades sanitárias nos itens comercializados.
Além da venda, a determinação também suspende a fabricação, distribuição, importação, propaganda e utilização dos produtos afetados. A decisão vale para os lotes fabricados a partir de 13 de novembro de 2024.
Entre os produtos atingidos pela medida estão:
- Revitalizante Skinbooster Filorga NCTF;
- Ácido Hialurônico Reticulado Deep;
- Fios de Sustentação Loyoderm;
- Ácido Hialurônico Loyoderm;
- Fios PDO Loyoderm.
Segundo a Anvisa, foi constatada a divulgação e comercialização irregular desses produtos em um site na internet por uma empresa sem autorização sanitária adequada. A agência destacou que os itens não possuíam o registro necessário para serem comercializados legalmente no Brasil.
Equipamento estético também será recolhido
Em outra resolução publicada na mesma edição do Diário Oficial da União, a Anvisa determinou o recolhimento do dispositivo médico para procedimentos estéticos Leaf Plasma de Fusão, importado pela empresa Kota Imports Ltda.
A medida abrange os equipamentos fabricados a partir de 26 de março de 2026. De acordo com a agência, uma auditoria realizada na fabricante identificou irregularidades no processo de produção, em desacordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 665/2022, que estabelece os requisitos técnicos de Boas Práticas de Fabricação para produtos médicos.
Com a decisão, ficam proibidas a importação, distribuição, comercialização, divulgação e utilização do equipamento em todo o território nacional.
A Anvisa reforça que as medidas têm como objetivo garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde decorrentes do uso de produtos e dispositivos sem a devida regularização sanitária.




