HomeBrasilMPT recorre à Justiça para tentar encerrar greve dos funcionários da Caixa

MPT recorre à Justiça para tentar encerrar greve dos funcionários da Caixa

Paralisação chega ao 13º dia e entra na mira do TST após trabalhadores rejeitarem terceira proposta da Caixa; plano de saúde segue como principal impasse

Greve da Caixa chega ao TST em busca de acordo após 13 dias de paralisação

A greve nacional dos funcionários da Caixa Econômica Federal pode avançar para uma solução no Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta quarta-feira (23). O Ministério Público do Trabalho (MPT) recorreu ao Judiciário para tentar mediar um acordo entre os trabalhadores e o banco público.

Uma audiência de mediação pré-processual está marcada para as 14h desta quarta-feira. O encontro contará com a participação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), entidade ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A paralisação chega ao 13º dia e tem como principal ponto de impasse o plano de saúde dos empregados, o Saúde Caixa.

A audiência foi solicitada depois que os trabalhadores rejeitaram a terceira proposta apresentada pela Caixa. A decisão ocorreu em assembleias realizadas na segunda-feira (21) por sindicatos de bancários de todo o país, que também decidiram manter a greve.

Segundo a Contraf-CUT, a audiência no TST não representa um dissídio coletivo. Trata-se de uma mediação pré-processual, mecanismo utilizado para buscar uma solução consensual entre empregados e empregadores antes da abertura de uma ação trabalhista formal.

Caixa afirma que está aberta ao diálogo

Em nota, a Caixa afirmou que continua empenhada em encontrar uma solução que leve em consideração os interesses dos funcionários, da instituição, dos clientes e da sociedade.

O banco também informou que os pagamentos de benefícios seguem normalmente e que os depósitos de setembro do Bolsa Família e do Pé-de-Meia começaram a ser realizados sem registros de atrasos ou tumultos nas agências.

De acordo com a Caixa, os pagamentos desses programas são automatizados.

O que está em discussão no plano de saúde

Entre as medidas apresentadas pela Caixa está o aumento, a partir de 2027, do limite de participação do banco no custeio do Saúde Caixa, de 6,5% para 9% da folha de pagamento.

A proposta mantém o pacto intergeracional e não prevê cobrança diferenciada de acordo com a faixa etária. Em 2026, não haveria reajuste nas mensalidades, enquanto a Caixa assumiria o déficit do plano.

A partir de 2027, a contribuição do titular seria de 3,7% da remuneração-base. Para dependentes diretos, a mensalidade prevista seria de R$ 560.

Para dependentes indiretos, os valores propostos são de R$ 660 para filhos entre 21 e 24 anos e R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes. O limite de contribuição do grupo familiar, formado pelo titular e dependentes diretos, seria de 9%.

A Caixa também reduziu de R$ 150 para R$ 120 a cobrança por consultas em pronto atendimento e manteve a isenção de coparticipação para atendimentos por telemedicina.

A proposta ainda prevê a manutenção do reajuste salarial de 4,6% já concedido aos demais bancários do país.

Os trabalhadores, porém, consideram que o custo do plano de saúde pode consumir o reajuste salarial, resultando, na prática, em ausência de ganho real.

Alternativas para clientes durante a greve

Enquanto a paralisação continua, clientes da Caixa podem utilizar canais digitais e pontos de atendimento alternativos para realizar operações bancárias.

Entre as opções estão os caixas eletrônicos, aplicativo e site da Caixa, Caixa Tem, aplicativos Cartões Caixa, Habitação Caixa e FGTS, além das casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e rede Banco24Horas.

Também estão disponíveis o WhatsApp Caixa, pelo número 0800-104-0104, e o serviço Alô Caixa, pelos telefones 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

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