A defesa de Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, avalia solicitar que o novo inquérito aberto contra ele deixe o Supremo Tribunal Federal (STF) e seja encaminhado para a primeira instância da Justiça. A medida está sendo analisada pelos advogados após a abertura da investigação pela Polícia Federal, autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.
Segundo informações divulgadas pela coluna de Igor Gadelha, a apuração investiga supostos crimes de corrupção e tráfico de influência relacionados a negociações envolvendo o setor de cannabis medicinal. O procedimento corre sob sigilo.
A estratégia da defesa se baseia no entendimento de que o caso não envolveria autoridades com foro privilegiado, o que poderia justificar a transferência do processo para a primeira instância. Fontes ligadas à investigação afirmam que essa possibilidade está sendo considerada pelos advogados do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Procurada, a defesa afirmou que todas as alternativas jurídicas estão sendo avaliadas, mas ressaltou que nenhuma decisão foi tomada até o momento. Os advogados também manifestaram confiança na condução do caso pelo ministro André Mendonça.
Em nota, o advogado Marco Aurélio de Carvalho declarou acreditar que a investigação será conduzida com serenidade e sem interferências de natureza política ou eleitoral.
A investigação é mais um desdobramento das apurações que envolvem o nome de Lulinha nos últimos meses. O filho do presidente nega irregularidades e busca acompanhar de perto os procedimentos adotados pelas autoridades responsáveis pelo caso.




