Homem é preso com 772 ampolas de canetas emagrecedoras sem origem comprovada em São Paulo
Suspeito usava mochila de entregador para tentar disfarçar transporte de medicamentos; polícia investiga esquema de falsificação e distribuição ilegal
Um homem de 26 anos foi preso em flagrante nesta terça-feira (4) com 772 ampolas de canetas emagrecedoras sem comprovação de origem no bairro Jardim Paulista, na zona Oeste de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, o suspeito utilizava uma mochila de entregador para simular um serviço de delivery e tentar dificultar a identificação do esquema.
A prisão aconteceu após o motociclista avançar um sinal vermelho. Policiais militares que faziam patrulhamento abordaram o homem e, durante a fiscalização, encontraram uma caixa lacrada dentro da mochila, sem documentação fiscal.
No interior da embalagem estavam as ampolas dos medicamentos, além de caixas desmontadas e selos de identificação, materiais que levantaram suspeitas sobre a possível falsificação dos produtos.
De acordo com a investigação, os itens apreendidos indicam a atuação de um esquema criminoso voltado à produção, transporte e comercialização de medicamentos falsificados. A suspeita é de que os produtos eram preparados em embalagens que simulavam regularidade para serem vendidos aos consumidores.
A Polícia Civil informou que o homem seria responsável pela logística de coleta e entrega das mercadorias para integrantes de um grupo investigado. Segundo o boletim de ocorrência, ele não tinha vínculo com plataformas oficiais de entrega e realizava os transportes por meio de contatos em um aplicativo de mensagens.
Durante a abordagem, os agentes também apreenderam o celular do suspeito. Após consulta, foi constatado que o aparelho havia sido roubado em fevereiro deste ano. A vítima do roubo ainda não foi localizada.
O caso foi registrado no 78º Distrito Policial (Jardins) pelos crimes de receptação, falsificação ou adulteração de produtos medicinais e localização e apreensão de objeto. A Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva e segue investigando outros envolvidos no esquema.




