Tarcísio diz que não repetiria gesto com boné de Trump e nega ligação da direita com tarifas dos EUA
Governador de São Paulo afirma que acessório foi usado apenas durante a posse do presidente americano e defende que governo federal conduza negociações sobre as tarifas.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que não voltaria a usar o boné com o slogan “Make America Great Again”, marca da campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi dada durante entrevista à RedeTV!, na qual o governador explicou que o gesto ocorreu exclusivamente no contexto da cerimônia de posse do líder norte-americano.
Questionado se repetiria a atitude, Tarcísio respondeu que não, mas ressaltou que o episódio não deve ser relacionado aos acontecimentos posteriores envolvendo a relação entre Brasil e Estados Unidos.
Durante a entrevista, o governador também comentou as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e negou que a direita tenha responsabilidade pela medida. Segundo ele, a condução das negociações para reverter ou minimizar os impactos das sanções cabe ao governo federal.
Tarcísio destacou que sua administração tem adotado medidas para reduzir os efeitos das tarifas sobre a economia paulista. Entre as ações citadas estão reuniões com representantes do setor produtivo e a liberação de créditos de ICMS para fortalecer o fluxo de caixa das empresas afetadas.
“O objetivo sempre foi preservar os interesses do mercado e dos empresários paulistas”, afirmou o governador ao comentar as iniciativas adotadas pelo Estado.
De acordo com dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), aproximadamente metade das exportações brasileiras atingidas pelas sobretaxas norte-americanas é proveniente dos estados de São Paulo e Santa Catarina.
Outro tema abordado foi a atuação do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside nos Estados Unidos e mantém interlocução com integrantes do governo americano. Para Tarcísio, o ex-parlamentar não possui influência suficiente para interferir nas decisões da administração dos Estados Unidos.
As declarações ocorrem em meio ao debate sobre os impactos das medidas comerciais adotadas por Washington e às discussões políticas envolvendo as relações entre os dois países.




