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Tio de Beatryz Emelly é condenado a 45 anos de prisão por morte de adolescente em Britânia

Tio de consideração confessou o crime e foi condenado por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver; adolescente tinha 14 anos

Tio de Beatryz Emelly é condenado a 45 anos de prisão por morte de adolescente em Britânia

O tio de consideração que confessou ter matado a adolescente Beatryz Emelly Nunes da Silva Ferreira, de 14 anos, em Britânia, no interior de Goiás, foi condenado a 45 anos, 4 meses e 20 dias de prisão. Paulo César Fagundes de Oliveira foi julgado pelo Tribunal do Júri de Aruanã e condenado pelos crimes de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver.

A sentença foi proferida pelo juiz Joviano Carneiro Neto, que também determinou o pagamento de R$ 10 mil por danos morais aos familiares da vítima. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Adolescente desapareceu em janeiro

Beatryz saiu de casa no dia 20 de janeiro de 2026, de bicicleta, para ajudar Paulo e a esposa dele na leitura de alguns documentos. A adolescente não retornou e passou a ser procurada pela família.

Após a mãe comunicar o desaparecimento à Polícia Militar (PM), equipes de segurança iniciaram as buscas. Durante as diligências, os investigadores chegaram à residência de Paulo, onde havia informações de que a adolescente teria sido vista pela última vez.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), o acusado teria usado violência física contra Beatryz e praticado atos libidinosos antes de matá-la.

Ainda conforme a denúncia, durante uma luta corporal, Paulo utilizou um pedaço de madeira para atingir a cabeça da adolescente. Depois que ela caiu, ele teria usado uma arma branca para cortar o pescoço da vítima, provocando a morte, segundo o laudo do exame cadavérico.

O corpo foi arrastado até o quintal da residência e enterrado em uma escavação que já existia no terreno. A bicicleta usada por Beatryz também teria sido escondida para dificultar as buscas.

Acusado apresentou outra versão inicialmente

Durante a investigação, Paulo afirmou inicialmente que havia agredido Beatryz porque ela teria sido “grossa” e “mal-educada”. Essa alegação não foi reconhecida como motivação do crime na sentença.

De acordo com o MP-GO, o assassinato ocorreu em um contexto relacionado à tentativa de assegurar a impunidade pelo estupro.

A esposa de Paulo também foi mencionada por ele no depoimento inicial como alguém que teria participado da ação. Ela negou envolvimento no assassinato. As informações apresentadas no processo não esclarecem eventual indiciamento ou responsabilização dela.

Defesa tentou afastar acusações

Durante o julgamento, a defesa pediu a desclassificação do crime de feminicídio e a absolvição de Paulo pelo estupro, alegando ausência de prova da materialidade.

O Conselho de Sentença, no entanto, reconheceu a materialidade e a autoria dos três crimes.

Na sentença, o juiz considerou como circunstância relevante a grave quebra da relação de confiança familiar, já que Beatryz era sobrinha de consideração do acusado.

As penas foram fixadas da seguinte forma:

  • Feminicídio: 35 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão;
  • Estupro: 9 anos de reclusão;
  • Ocultação de cadáver: 1 ano de reclusão.

Somadas, as penas totalizam 45 anos, 4 meses e 20 dias de prisão.

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