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Lúcio Mauro Filho revela diagnóstico de câncer no intestino após Covid; entenda o caso

Ator contou que descobriu a doença durante um check-up após tratar complicações da Covid-19 e não revelou detalhes sobre o estágio ou tratamento

Lúcio Mauro Filho revela câncer no intestino após tratamento de Covid-19

O ator Lúcio Mauro Filho revelou que recebeu o diagnóstico de câncer no intestino após realizar um check-up médico depois de enfrentar complicações provocadas pela Covid-19. A descoberta, segundo ele, aconteceu durante exames de acompanhamento.

“Quando terminou o tratamento, fiz um check-up. Aí descobri um câncer no intestino. Eu nunca contei isso para ninguém”, afirmou o ator durante entrevista ao programa Alt Tabet.

Lúcio Mauro Filho não informou quando recebeu o diagnóstico, qual era o estágio da doença ou quais tratamentos realizou desde então.

Câncer colorretal pode não apresentar sintomas

O câncer colorretal, que pode atingir o intestino grosso e o reto, pode se desenvolver por um período sem provocar sintomas evidentes. Por isso, especialistas reforçam a importância de ficar atento a mudanças persistentes no funcionamento do intestino e de realizar exames de rastreamento conforme a indicação médica.

Entre os sinais que podem merecer investigação estão sangue nas fezes, alterações persistentes no hábito intestinal, episódios recorrentes de diarreia ou constipação, dor abdominal, anemia sem causa aparente, cansaço e perda de peso involuntária.

Um dos pontos de atenção é o sangramento nas fezes. Embora possa estar relacionado a problemas comuns, como hemorroidas, também pode ocorrer em casos de pólipos ou tumores. Por isso, sangramentos recorrentes devem ser avaliados por um profissional de saúde.

Rastreamento ajuda na identificação precoce

A ausência de sintomas não significa necessariamente que a doença não esteja presente. O rastreamento tem justamente o objetivo de identificar alterações antes que elas provoquem sinais.

O câncer colorretal pode se desenvolver a partir de pólipos, algumas das quais podem permanecer no intestino por anos e, em determinados casos, sofrer alterações que levam ao desenvolvimento de um tumor.

A colonoscopia é um dos exames utilizados na investigação e permite visualizar o intestino e, quando necessário, retirar determinadas lesões durante o próprio procedimento.

Para pessoas consideradas de risco habitual, a American Cancer Society recomenda o início do rastreamento aos 45 anos. No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou em 2026 um protocolo de rastreamento no SUS utilizando o teste imunoquímico fecal (FIT) para pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos, com investigação complementar nos casos de resultado positivo.

A estratégia de rastreamento, porém, pode variar de acordo com fatores como idade, histórico familiar, antecedentes pessoais e presença de determinadas doenças.

Hábitos também podem influenciar o risco

O desenvolvimento do câncer colorretal está relacionado a diferentes fatores. Alguns deles, como idade, predisposição genética e histórico familiar, não podem ser modificados.

Já fatores ligados ao estilo de vida podem influenciar o risco. Entre eles estão o sedentarismo, excesso de peso, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e uma alimentação com pouca fibra e presença frequente de carnes processadas.

A adoção de hábitos saudáveis, como praticar atividade física regularmente, manter o peso adequado, não fumar, reduzir o consumo de álcool e priorizar alimentos ricos em fibras, pode contribuir para a redução de riscos.

Importante: informações sobre sintomas e rastreamento não substituem uma avaliação médica. A indicação de exames deve considerar as características e o histórico de cada pessoa.

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