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Goiás concentra mais de um terço das empresas de serviços do Centro-Oeste

Estado reúne 62,4 mil empresas e 451,2 mil trabalhadores no setor, liderando o Centro-Oeste em número de negócios e postos de trabalho em 2024.

Goiás lidera setor de serviços no Centro-Oeste com 62,4 mil empresas e 451 mil trabalhadores

Estado concentra 37,6% dos negócios do setor na região e reúne cerca de um em cada três trabalhadores; receita chegou a R$ 84,9 bilhões em 2024

Goiás terminou 2024 na liderança do setor de serviços no Centro-Oeste em número de empresas e quantidade de trabalhadores, segundo dados da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27).

Ao todo, o estado contabilizou 62,4 mil empresas de serviços, o equivalente a 37,6% dos empreendimentos do segmento em toda a região. Essas empresas empregavam 451,2 mil pessoas em 31 de dezembro de 2024.

O número de empresas colocou Goiás à frente do Distrito Federal, que registrou 42,4 mil estabelecimentos, de Mato Grosso, com 34,5 mil, e de Mato Grosso do Sul, com 26,6 mil.

Na prática, Goiás possuía sozinho mais empresas de serviços do que Mato Grosso e Mato Grosso do Sul juntos, que somavam 61,2 mil unidades.

Goiás concentra um terço dos trabalhadores

A liderança também aparece no mercado de trabalho. Os 451,2 mil trabalhadores empregados no setor de serviços goiano representavam 33,9% de toda a mão de obra do segmento no Centro-Oeste.

O Distrito Federal aparece em seguida, com 435,8 mil trabalhadores, enquanto Mato Grosso registrou 261,3 mil e Mato Grosso do Sul, 182,3 mil.

Apesar da liderança em empresas e trabalhadores, Goiás ficou em segundo lugar na receita bruta do setor na região.

Receita chega a R$ 84,9 bilhões

As empresas goianas de serviços movimentaram R$ 84,9 bilhões em receita bruta em 2024, correspondentes a 30,1% do total gerado pelo setor no Centro-Oeste.

O resultado ficou pouco abaixo do Distrito Federal, que registrou R$ 87 bilhões. Mato Grosso alcançou R$ 72,4 bilhões e Mato Grosso do Sul, R$ 38,1 bilhões.

No ranking nacional, Goiás aparece entre os dez estados com os melhores resultados. O estado ficou em 8º lugar em número de empresas, 10º em pessoal ocupado e 9º em receita bruta.

São Paulo liderou os três indicadores e registrou receita de R$ 1,7 trilhão.

Salário médio fica abaixo da média nacional

Mesmo com a força do setor, a remuneração média em Goiás ficou abaixo da registrada no país.

Os gastos das empresas com pessoal chegaram a R$ 13,8 bilhões no estado. Já o salário médio mensal foi de R$ 2.352,69, enquanto a média nacional alcançou R$ 3.123,77.

Com esse valor, Goiás ocupou a 17ª posição entre as unidades da Federação.

No Centro-Oeste, a remuneração média goiana também ficou abaixo do Distrito Federal, com R$ 3.328,01, e de Mato Grosso, com R$ 2.690,95. Mato Grosso do Sul registrou média de R$ 2.356,77.

Transportes geram R$ 27 bilhões

Entre as atividades pesquisadas, o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio foi o que mais movimentou dinheiro em Goiás.

O grupo gerou aproximadamente R$ 27 bilhões em receita em 2024, equivalente a 31,8% de toda a receita do setor no estado.

Somente o transporte rodoviário respondeu por R$ 19,9 bilhões, ou 73,8% da receita do grupo.

Apesar do alto faturamento, o segmento reunia cerca de 5,5 mil empresas. A maior quantidade de negócios estava nos serviços profissionais, administrativos e complementares, com aproximadamente 26,6 mil empresas.

Esse grupo também concentrava 199,1 mil trabalhadores e gerou R$ 26 bilhões em receita.

Tecnologia e comunicação têm maiores salários

O segmento de informação e comunicação apresentou o maior salário médio entre as principais atividades pesquisadas em Goiás, com remuneração de R$ 3.384,31.

O valor é 43,8% superior à média geral do setor de serviços no estado, de R$ 2.352,69. Ainda assim, ficou abaixo da média nacional para a atividade, de R$ 6.392,93.

Em Goiás, o segmento reunia 4,6 mil empresas, empregava 26,7 mil pessoas e movimentava R$ 10,6 bilhões.

Outro destaque foi o grupo de outros transportes, com salário médio de R$ 7.332,35. O segmento, porém, era formado por apenas 30 empresas e cerca de 1,1 mil trabalhadores.

Nova metodologia altera comparação dos dados

O IBGE alerta que os resultados de 2024 não podem ser comparados diretamente com os números das edições anteriores da PAS.

Isso ocorre porque houve mudanças na metodologia utilizada para identificar as empresas consideradas ativas na pesquisa, dando início a uma nova série histórica.

A Pesquisa Anual de Serviços é realizada pelo IBGE desde 1998 e reúne informações sobre empresas cuja principal fonte de receita está na prestação de serviços não financeiros.

O levantamento analisa indicadores como receita, número de empresas, trabalhadores, gastos com pessoal, despesas e investimentos, com resultados para o Brasil, Grandes Regiões e estados.

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