Eduardo Bolsonaro critica decisão do STF que ampliou horário de votação no Brasil
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro criticou, neste domingo (25), a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender por duas horas o horário de votação no segundo turno das eleições de 2026. A manifestação ocorreu pouco antes do início da apuração dos votos.
A medida atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apontou dificuldades no transporte de eleitores em algumas cidades. A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, também solicitou a ampliação do horário em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando problemas provocados por chuvas intensas, alagamentos, deslizamentos e bloqueios de vias.
Em sua crítica, Eduardo questionou a legalidade e a legitimidade da decisão. “O Lula pediu pro advogado dele, o advogado dele deu uma decisão — ele não está na corte eleitoral, mas que se dane —, não tem conexão nenhuma com a Constituição”, afirmou.
O ex-deputado também declarou que a medida não contribui para a credibilidade do processo eleitoral. Segundo ele, o aperfeiçoamento da democracia depende do livre debate e defendeu novamente o voto impresso como parte de sua agenda política.
OEA acompanha denúncias sobre transporte
Em nota, a Organização dos Estados Americanos (OEA) informou que acompanha as notícias e as denúncias sobre problemas no transporte público em diferentes localidades do Brasil. A missão afirmou ainda que seguirá atenta às decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o tema.
Aliados de Eduardo também questionam decisão
Eduardo Bolsonaro participa de um evento em Miami, nos Estados Unidos, ao lado do comentarista político Paulo Figueiredo e do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem. O grupo acompanha a apuração eleitoral e comenta os acontecimentos do segundo turno.
Ramagem classificou a situação como “bem temerária”. Já Paulo Figueiredo afirmou que a decisão tem “cheiro de golpe”, questionando o momento em que a medida foi tomada e fazendo referência às projeções da plataforma de apostas Polymarket sobre a disputa presidencial.
Figueiredo também criticou o fato de a decisão ter sido tomada individualmente por um ministro do STF durante o processo eleitoral. As declarações refletem as críticas dos participantes à ampliação do horário de votação.




