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Defesa pede ao STF que Bolsonaro receba visita dos filhos no Dia dos Pais

Pedido encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes tem caráter humanitário e busca permitir um encontro familiar, apesar das restrições judiciais impostas ao ex-presidente.

Defesa de Bolsonaro pede ao STF autorização para visita dos filhos no Dia dos Pais

Advogados solicitam ao ministro Alexandre de Moraes permissão excepcional para que o ex-presidente receba três filhos no próximo domingo

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização excepcional para que ele possa receber a visita de três de seus filhos no próximo domingo (9), quando é celebrado o Dia dos Pais.

No pedido encaminhado ao Supremo, os advogados afirmam que a solicitação possui caráter “estritamente humanitário e familiar” e tem como objetivo preservar os vínculos entre pai e filhos, sem comprometer o cumprimento das medidas cautelares impostas pela Justiça.

Segundo a defesa, a celebração do Dia dos Pais representa uma data simbólica no calendário brasileiro e justifica a autorização para um encontro, ainda que por um curto período e sob as condições que venham a ser estabelecidas pelo STF.

Atualmente, Jair Bolsonaro está submetido a restrições determinadas por Alexandre de Moraes. Em junho, o ministro proibiu visitas de caráter político à residência do ex-presidente até o período das eleições de 2026.

Além disso, Moraes suspendeu temporariamente o direito de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitar o pai após a divulgação, nas redes sociais, de uma carta manuscrita atribuída ao ex-presidente. O episódio foi interpretado pelo ministro como descumprimento da proibição que impede Bolsonaro de transmitir mensagens ao público por meio de terceiros.

Na última terça-feira (5), Alexandre de Moraes encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) dois recursos que contestam as restrições impostas às visitas ao ex-presidente. Agora, caberá ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, emitir parecer favorável ou contrário aos pedidos.

Após a manifestação da PGR, o ministro poderá manter as medidas cautelares, modificá-las ou levar o tema para julgamento na Primeira Turma ou no Plenário do Supremo Tribunal Federal.

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