Quaest: Lula lidera com 37%, Flávio tem 29% e Augusto Cury chega a 10% na corrida presidencial
Pesquisa mostra avanço de Augusto Cury entre eleitores independentes; Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados em simulação de segundo turno
A nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial de 2026 mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno, com 37% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 29%, enquanto o escritor Augusto Cury (Avante) surge na terceira posição, com 10%.
O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (2) e foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo. A pesquisa é a primeira divulgada após a série de entrevistas com candidatos à Presidência realizada na semana passada.
Na sequência aparecem Renan Santos (Missão), com 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registram 1% cada. Samara Martins (UP) também tem 1%. Os demais candidatos listados no cenário aparecem com 0%.
Cury cresce entre eleitores independentes
De acordo com Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), o desempenho de Augusto Cury é impulsionado principalmente pelos eleitores que não se identificam firmemente com nenhum dos principais grupos políticos.
Nesse segmento, Cury alcança 24% das intenções de voto, ficando numericamente à frente de Lula. O resultado coloca o candidato do Avante como um dos destaques da nova rodada da pesquisa.
Intenção de voto no primeiro turno
No cenário estimulado, sem a presença de Pablo Marçal (PRTB), os números são:
- Lula (PT): 37%
- Flávio Bolsonaro (PL): 29%
- Augusto Cury (Avante): 10%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Ronaldo Caiado (PSD): 1%
- Romeu Zema (Novo): 1%
- Samara Martins (UP): 1%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Wilson Grassi (Democrata): 0%
- Clariana Barão (DC): 0%
- Edmilson Costa (PCB): 0%
- Hertz Dias (PSTU): 0%
- Indecisos: 11%
- Branco/nulo/não vai votar: 7%
Em outro cenário, que inclui Pablo Marçal, Lula permanece com 37%, Flávio Bolsonaro passa a 30% e Augusto Cury mantém 10%. Marçal aparece com 1%.
Lula e Flávio ficam tecnicamente empatados no segundo turno
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois aparecem tecnicamente empatados. Lula registra 42%, contra 41% de Flávio. Outros 13% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam às urnas, enquanto 4% estão indecisos.
O levantamento também testou Lula contra outros candidatos.
Lula x Caiado: Lula 42% x Caiado 37%.
Lula x Augusto Cury: Lula 40% x Cury 34%.
Lula x Renan Santos: Lula 43% x Renan 36%.
Lula x Romeu Zema: Lula 44% x Zema 33%.
Voto está mais consolidado entre Lula e Flávio
A pesquisa aponta que 71% dos eleitores consideram definitiva a escolha do candidato, enquanto 29% afirmam que ainda podem mudar de opinião até a eleição, marcada para 4 de outubro.
Entre os eleitores de Lula, 80% dizem ter o voto definido. No eleitorado de Flávio Bolsonaro, esse percentual é de 75%.
Entre os apoiadores de Augusto Cury, porém, o cenário é mais aberto: 52% consideram a escolha definitiva, enquanto 48% admitem a possibilidade de mudar de candidato.
Lula e Flávio lideram índice de rejeição
Flávio Bolsonaro aparece com a maior rejeição entre os candidatos testados. 55% dos entrevistados afirmam que o conhecem e não votariam nele. Lula aparece logo atrás, com 53%.
Na sequência estão Pablo Marçal, com 44%; Ronaldo Caiado, 40%; Romeu Zema, 38%; Renan Santos, 28%; e Augusto Cury, 25%.
Pesquisa espontânea
Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula registra 28%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 20%, e Augusto Cury, com 4%.
Outros candidatos somam 4%, enquanto 42% dos eleitores ainda estão indecisos. Outros 2% afirmam que votarão em branco ou nulo ou não pretendem votar.
Avaliação do governo Lula
A pesquisa também mediu a aprovação do governo federal. 48% dos entrevistados desaprovam a administração Lula, enquanto 45% aprovam. Outros 7% não responderam ou não souberam avaliar.
Na avaliação geral do governo, 37% consideram a gestão negativa, 35% positiva e 25% regular.
A percepção sobre a economia também permanece desfavorável. Para 49% dos entrevistados, a economia piorou nos últimos 12 meses, enquanto 29% dizem que ficou igual e 19% avaliam que melhorou.
Em relação aos preços dos alimentos, 67% afirmam que subiram no último mês. Para 22%, os preços ficaram estáveis e 9% disseram que caíram.
Metodologia
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro de 2026.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.




