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PL abre representação contra Márcio Corrêa após apoio a Daniel

Representação foi aceita pela Executiva Estadual e seguirá para o Conselho de Ética; prefeito é acusado de contrariar regras do partido ao declarar apoio à reeleição de Daniel Vilela

PL abre processo contra prefeito de Anápolis após apoio a Daniel Vilela

Representação contra Márcio Corrêa foi aceita pela Executiva Estadual e será analisada pelo Conselho de Ética do partido; prefeito declarou apoio à reeleição do governador, enquanto o PL tem Wilder Morais como pré-candidato ao governo de Goiás

A Comissão Executiva Estadual do Partido Liberal (PL) em Goiás decidiu, nesta quinta-feira (27), receber a representação ético-disciplinar apresentada contra o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), após ele declarar apoio à reeleição do governador Daniel Vilela (MDB).

A decisão foi tomada durante uma sessão extraordinária da legenda. O processo será encaminhado agora ao Conselho de Ética do PL, que ficará responsável pela análise da conduta e pela instrução do caso.

A representação foi apresentada porque o partido possui candidatura própria para o Governo de Goiás, com o senador Wilder Morais, presidente estadual da legenda, colocado como pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas.

Segundo o advogado do PL, Leonardo Batista, a Executiva Estadual não analisou o mérito da acusação nem aplicou qualquer penalidade contra o prefeito.

“A Executiva não julgou a conduta nem aplicou penalidade. A instrução do processo cabe agora ao Conselho de Ética, com contraditório e ampla defesa assegurados ao prefeito de Anápolis”, afirmou.

O advogado de Márcio Corrêa acompanhou a sessão e recebeu uma cópia integral do processo. O prefeito terá direito à defesa durante a tramitação da representação.

Entenda a representação

A denúncia foi apresentada por um integrante do próprio PL no último sábado (22), mesma data em que Márcio Corrêa tornou público o apoio à reeleição de Daniel Vilela.

Segundo o documento, uma resolução administrativa da Executiva Nacional do partido estabelece restrições para que integrantes da legenda que ocupam mandatos eletivos apoiem publicamente candidatos de outras siglas que não façam parte de coligações com o PL.

A partir de agora, caberá ao Conselho de Ética avaliar se houve ou não descumprimento das regras partidárias.

Wilder Morais critica disputa interna

Wilder Morais lamentou a abertura do processo e afirmou que o partido deveria concentrar esforços nas eleições de 2026 e nas prioridades que considera estratégicas para Goiás e para o país.

“Temos duas missões prioritárias: fazer o estado de Goiás prosperar mais, fazendo a riqueza que o estado produz chegar à mesa de cada família goiana, e eleger Flávio Bolsonaro presidente”, declarou.

O senador também classificou como uma “infelicidade” o fato de uma questão interna do partido ganhar espaço neste momento.

“Ter um processo político sendo instaurado nesse momento, trazendo a política municipal para a estadual, é uma infelicidade. O foco deve ser a melhoria de vida dos goianos, e questões político-partidárias internas não deveriam ocupar esse espaço”, afirmou.

Prefeito pode apresentar defesa

Como a decisão desta quinta-feira tratou apenas da admissibilidade da representação, Márcio Corrêa ainda não foi punido pelo partido. O processo seguirá para análise do Conselho de Ética, onde o prefeito poderá apresentar sua defesa e contestar as acusações.

A equipe do prefeito foi procurada para comentar a decisão. Caso haja manifestação, o posicionamento poderá ser acrescentado à reportagem.

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