Deputado federal do PSDB acompanhou maioria esmagadora da Câmara na aprovação da PEC que reduz jornada semanal e amplia folgas dos trabalhadores brasileiros
O deputado federal Professor Alcides votou a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, tema que dominou os debates políticos e econômicos em Brasília nos últimos dias.
A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos, estabelece mudanças históricas nas relações trabalhistas do país. O texto reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e amplia o descanso semanal dos trabalhadores, garantindo duas folgas por semana, sendo uma delas preferencialmente aos domingos.
Professor Alcides acompanhou a ampla maioria dos parlamentares favoráveis à medida. A PEC recebeu 472 votos favoráveis no primeiro turno e 461 no segundo, seguindo agora para análise do Senado Federal.
A votação mobilizou trabalhadores de todo o Brasil, principalmente profissionais do comércio, supermercados, farmácias, restaurantes e setores de serviços, categorias que convivem há décadas com a rotina exaustiva da escala 6×1. Nas redes sociais, o tema ganhou enorme repercussão popular e pressionou deputados a se posicionarem publicamente sobre o assunto.
A proposta também reacendeu o debate sobre produtividade, saúde mental e qualidade de vida da população trabalhadora. Defensores da PEC afirmam que a mudança representa um avanço social histórico, enquanto críticos argumentam que a redução da jornada pode elevar custos para empresas e afetar pequenos empregadores.
O texto aprovado pela Câmara foi relatado pelo deputado Leo Prates e unificou propostas que já tramitavam no Congresso, incluindo a PEC apresentada pela deputada Erika Hilton. O novo modelo prevê um período de transição para adaptação das empresas antes da implementação definitiva das mudanças.
A posição de Professor Alcides chama atenção especialmente dentro de um cenário político marcado por divergências entre partidos sobre o tema. Mesmo com resistência de setores mais conservadores e empresariais, a proposta avançou com forte apoio popular e ampla adesão no plenário da Câmara.
O debate agora segue para o Senado, onde a PEC ainda precisará passar por novas votações antes de entrar em vigor oficialmente.


