HomeCidadesPresidente da Feira Hippie começa a usar tornozeleira eletrônica e critica decisão

Presidente da Feira Hippie começa a usar tornozeleira eletrônica e critica decisão

Presidente da Feira Hippie é obrigado a usar tornozeleira eletrônica: “Desnecessária”

Presidente da Feira Hippie de Goiânia passa a usar tornozeleira eletrônica e contesta decisão

Waldivino da Silva é alvo de denúncias de assédio e afirma que sua defesa recorreu contra a medida, classificada por ele como “extrema e desnecessária”

O presidente da Associação da Feira Hippie de Goiânia, Waldivino da Silva, passou a utilizar tornozeleira eletrônica na quarta-feira (2). A medida judicial ocorre após denúncias envolvendo supostos casos de assédio, que estão sendo apurados pela Justiça.

Segundo informações divulgadas pelo Mais Goiás, Waldivino foi denunciado em pelo menos três episódios. O caso tramita em segredo de Justiça.

Ao portal, o presidente da associação afirmou que sua defesa já apresentou recurso contra a decisão. Ele classificou a medida como “extrema e desnecessária” e questionou o tempo transcorrido desde um dos episódios relatados.

“O que mais surpreende é tratar-se de uma questão que, segundo a vítima (que sequer é feirante), teria acontecido em 2018. Agora, após todo esse tempo e mesmo sem nenhuma circunstância recente que pudesse justificar, veio essa decisão judicial”, declarou.

Presidente nega acusações

Waldivino também afirmou que continua acompanhando os processos com tranquilidade e voltou a negar as acusações feitas contra ele.

Segundo o presidente da associação, uma medida cautelar aplicada anteriormente em outro processo teria sido revogada em 6 de julho de 2026. Ele também declarou que, em outro caso, uma pessoa teria se retratado judicialmente no dia 20 de julho, na presença de um juiz, do Ministério Público e de um advogado.

“Continuo enfrentando essas circunstâncias com serenidade. Dia após dia, a verdade por detrás de todas essas acusações falsas está sendo desvendada”, afirmou.

Ele acrescentou que mantém confiança na Justiça e que continuará atuando à frente da associação.

Denúncias são apuradas pela Justiça

A primeira denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). Conforme o relato, Waldivino teria cometido atos de importunação e coação contra uma funcionária da entidade em situações ocorridas entre 2018 e o fim de 2023, dentro das dependências da associação.

A acusação também aponta que a posição hierárquica ocupada pelo presidente teria sido utilizada para constranger a funcionária.

Depois da divulgação do caso, outras duas denúncias foram registradas, nos dias 29 de maio e 19 de julho.

Em um dos relatos, uma mulher afirma ter sido vítima de assédio sexual, com suposto uso de palavras obscenas. Em outro, uma jovem relatou episódios de importunação que teriam ocorrido em mais de uma ocasião a partir de 2024.

Segundo o relato, em um dos episódios, Waldivino teria abraçado a mulher por trás e passado as mãos pelos cabelos e pelo colo dela sem autorização. A suposta vítima informou que deixou de trabalhar na Feira Hippie em janeiro deste ano.

Defesa contesta decisão

Em declarações anteriores, Waldivino negou veementemente todas as acusações e afirmou que os casos seriam denúncias caluniosas.

O presidente da associação também declarou que os episódios ocorreriam às vésperas de um processo eleitoral e que não haveria, segundo sua defesa, elementos probatórios suficientes contra ele.

Os processos seguem sob sigilo, e as acusações ainda são objeto de apuração judicial.

MAIS NOTICIAS

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

spot_img
spot_img
spot_img

Veja também