Milhares de imigrantes chegam a Ceuta e provocam crise migratória na fronteira entre Marrocos e Espanha
Vídeos mostram multidões cruzando a pé e a nado para a cidade espanhola; autoridades locais pedem reforço emergencial ao governo
Milhares de imigrantes vindos do Marrocos chegaram nesta quinta-feira (30) à cidade autônoma espanhola de Ceuta, localizada no norte da África. Imagens que circulam nas redes sociais mostram multidões atravessando a fronteira terrestre, escalando cercas de segurança e chegando à cidade a nado, em uma das maiores ondas migratórias registradas na região nos últimos anos.
Segundo autoridades espanholas, o fluxo migratório foi tão intenso que sobrecarregou as forças de segurança e os serviços de acolhimento da cidade. Estimativas apontam que entre 2 mil e 3 mil pessoas conseguiram entrar em Ceuta em poucas horas, provocando preocupação entre moradores e autoridades locais.
Vídeos gravados na região de Tarajal mostram centenas de migrantes utilizando boias, equipamentos improvisados e até mesmo nadando ao redor da barreira marítima para alcançar território espanhol. Outros grupos cruzaram a fronteira por terra, aproveitando momentos de menor presença policial.
Diante da situação, o presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, solicitou ao governo espanhol medidas urgentes para conter a crise e reforçar a segurança na fronteira. O governo central informou que está mobilizando recursos adicionais para atender os recém-chegados e restabelecer o controle da região.
A cidade de Ceuta é um enclave espanhol situado em território africano e representa uma das principais portas de entrada para migrantes que tentam chegar à União Europeia. A região compartilha uma fronteira terrestre com o Marrocos e frequentemente registra tentativas de travessia em massa.
Organizações humanitárias alertam que os centros de acolhimento já operam acima da capacidade e que muitos migrantes estão sendo obrigados a permanecer em áreas improvisadas enquanto aguardam atendimento. Entre os recém-chegados há jovens, famílias e menores de idade.
As autoridades espanholas e marroquinas seguem monitorando a situação, enquanto a crise migratória reacende o debate sobre o controle das fronteiras europeias e a política de acolhimento de refugiados e imigrantes.




