Helen Maria, de 43 anos, e Eugênio Neto, de 28, foram presos suspeitos de matar Cleyber Alves, de 58 anos, e incendiar o corpo e a residência da vítima
Uma mulher presa suspeita de matar o ex-companheiro junto com o atual namorado afirmou à polícia que era chantageada pela vítima com fotos íntimas. Helen Maria Silva Martins Santos, de 43 anos, e Eugênio Neto Fernandes da Silva, de 28, são investigados pela morte de Cleyber Alves Fernandes, de 58 anos, em Goiânia.
Segundo os depoimentos dos suspeitos, o crime aconteceu após um desentendimento na casa da vítima, na Vila Redenção. Helen relatou que manteve um relacionamento de aproximadamente três anos e meio com Cleyber, que não aceitava o fim da relação.
De acordo com a versão apresentada por ela, o ex-companheiro dizia possuir fotos íntimas e ameaçava divulgá-las. Ainda segundo o relato, ele teria proposto apagar as imagens caso Helen aceitasse encontrá-lo.
Relato de agressão e morte
Helen contou que foi até a residência de Cleyber para o encontro combinado. Ao entrar no imóvel, teria sido surpreendida pelo ex, que começou a enforcá-la e afirmou que “as coisas não iam ficar daquele jeito”.
Eugênio, atual namorado de Helen, estava do lado de fora da casa e teria entrado ao perceber a situação. Conforme os depoimentos, ele atingiu Cleyber com uma facada no pescoço.
Depois do golpe, os dois teriam percebido que a vítima ainda apresentava movimentos. Em seguida, utilizaram combustível, que poderia ser gasolina ou álcool, para incendiar o corpo e a residência, conforme os relatos apresentados à polícia.
Fuga e prisão
Após o crime, o casal teria fugido utilizando o Renault Sandero de Cleyber. O veículo foi abandonado em um lote em Aparecida de Goiânia.
A Polícia Militar identificou que os suspeitos seguiam em direção a Minas Gerais e mobilizou equipes da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), do Grupo de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer) e outras unidades policiais.
Helen e Eugênio foram localizados e presos em flagrante na GO-450, em Piracanjuba, no sul de Goiás, após uma operação integrada de inteligência e policiamento.
Após passarem por audiência de custódia no domingo (1º), a prisão em flagrante dos dois foi convertida em preventiva.
O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio e ocultação de cadáver. A defesa dos suspeitos foi procurada pela reportagem do g1, mas não havia se manifestado até a última atualização da publicação.
As informações sobre a chantagem, a agressão e a dinâmica do crime são baseadas nas versões apresentadas pelos investigados. A investigação deverá apurar as circunstâncias da morte e a participação de cada um.




