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Maternidade de Anápolis retoma atendimentos após acordo com médicos sobre salários atrasados

Profissionais voltaram ao trabalho após uma semana de paralisação; categoria cobrava pagamentos atrasados que chegavam a seis meses.

Maternidade de Anápolis retoma atendimentos após acordo com médicos

Profissionais haviam paralisado as atividades por uma semana devido a salários atrasados que, segundo a categoria, chegavam a seis meses

A Maternidade Dr. Adalberto Pereira da Silva, em Anápolis, retomou os atendimentos clínicos nesta sexta-feira (7), após uma semana de paralisação dos médicos. Os profissionais haviam suspendido as atividades devido a salários atrasados que, segundo a categoria, chegavam a seis meses.

A retomada dos serviços ocorreu depois de uma reunião entre a direção da unidade e os médicos, realizada na manhã desta sexta-feira. O encontro terminou com um acordo para a normalização dos atendimentos.

Em nota, a maternidade confirmou o acordo, mas não informou se os valores em atraso serão pagos integralmente ou se haverá um cronograma de parcelamento.

“A entidade reforça o seu compromisso com a sociedade, com a tradição da cidade de Anápolis e sempre em busca de um serviço de excelência”, declarou a instituição.

Paralisação começou na semana passada

Os médicos interromperam os atendimentos na sexta-feira (31), após afirmarem que não receberam uma previsão para o pagamento dos salários atrasados.

A paralisação também gerou um embate político em Anápolis. O vice-prefeito Walter Vosgrau (PSDB), que faz oposição ao prefeito Márcio Corrêa (PL), publicou um vídeo nas redes sociais criticando a administração municipal e atribuindo a suspensão dos serviços a supostos atrasos nos repasses.

A Prefeitura de Anápolis, por sua vez, informou que os pagamentos relacionados aos convênios mantidos com a maternidade estão em dia.

Emendas parlamentares

Sobre os recursos provenientes de emendas parlamentares, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) informou que R$ 200 mil, referentes a uma emenda estadual, já foram repassados à instituição.

Segundo a pasta, outras três emendas ainda estão em tramitação e seguem os procedimentos administrativos necessários para a liberação dos recursos.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) também acompanha a situação envolvendo a maternidade e os atendimentos médicos.

Com o acordo firmado entre a direção e os profissionais, os serviços clínicos foram normalizados nesta sexta-feira.

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