Polícia Civil investiga origem de incêndio que já destruiu 11 mil hectares no Parque Terra Ronca
A Polícia Civil de Goiás iniciou, neste sábado (15), uma investigação para apurar as causas e a possível autoria do incêndio que atinge o Parque Estadual de Terra Ronca, no nordeste de Goiás. As chamas começaram no último domingo (10) e já consumiram cerca de 11 mil hectares de vegetação.
Uma equipe com quatro policiais da Delegacia Estadual de Meio Ambiente (Dema) foi enviada ao município de São Domingos para realizar diligências e buscar informações que possam ajudar a esclarecer como o fogo começou e se houve ação humana.
Segundo o delegado Luziano Carvalho, titular da Dema, os agentes estão ouvindo moradores e testemunhas da região, além de utilizar GPS e drones para mapear os pontos atingidos e tentar identificar os locais onde surgiram os primeiros focos.
“Estou com quatro policiais hoje (15/08) fazendo diligências, ouvindo moradores e testemunhas, usando GPS e drones de última geração. Agora precisamos chegar à autoria”, afirmou o delegado.
Durante as buscas, os investigadores também procuram vestígios que possam indicar a presença de pessoas nas áreas onde o fogo começou. Marcas deixadas por caçadores e outros sinais encontrados no terreno poderão ajudar na reconstrução da trajetória das chamas.
Incêndio começou em fazenda e se espalhou pela região
O primeiro foco foi identificado no dia 10 de agosto, em uma fazenda da região. Na sequência, outros focos apareceram em diferentes pontos, dificultando o trabalho das equipes de combate e contribuindo para a expansão da área destruída.
A Polícia Civil também está reunindo informações de órgãos que acompanham a ocorrência. Relatórios do Ibama, ICMBio, Corpo de Bombeiros e Polícia Científica devem contribuir para a investigação.
Polícia suspeita de ação humana
Uma das principais linhas de preocupação da investigação é a possibilidade de o incêndio ter sido provocado por ação humana. De acordo com o delegado Luziano Carvalho, queimadas realizadas para eliminar lixo, restos de vegetação ou renovar pastagens podem sair de controle e atingir áreas de vegetação nativa.
O delegado estima que aproximadamente 90% dos incêndios florestais tenham alguma relação com a ação humana. A avaliação, porém, ainda será confrontada com os vestígios e demais elementos coletados durante a investigação.
Caso seja comprovado que o fogo foi provocado de forma criminosa, os responsáveis poderão responder de acordo com a legislação ambiental. Dependendo do enquadramento, a pena pode chegar a oito anos de prisão.
Enquanto a investigação avança, equipes permanecem mobilizadas para monitorar o incêndio e controlar as áreas atingidas. A Polícia Civil busca agora reconstruir a trajetória dos focos, identificar onde o fogo começou e chegar aos possíveis responsáveis pela destruição de uma extensa área do Parque Estadual de Terra Ronca.




