A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para combater um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado à exploração de apostas esportivas ilegais (bets). A ação foi realizada simultaneamente em Goiás e em outros dois estados, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão e medidas de bloqueio de bens.
Segundo a investigação, o grupo é suspeito de utilizar empresas de fachada e movimentações financeiras complexas para ocultar recursos obtidos por meio de plataformas clandestinas de apostas. As apurações apontam que milhões de reais teriam circulado pelo esquema ao longo dos últimos anos.
Investigação
De acordo com a Polícia Federal, as investigações identificaram indícios de crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e possíveis infrações relacionadas à exploração ilegal de jogos de azar. Os policiais também buscam documentos, equipamentos eletrônicos e registros financeiros que possam ajudar a esclarecer a atuação da organização.
Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam celulares, computadores, documentos e outros materiais que passarão por análise pericial.
Bens bloqueados
Além das buscas, a Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias e de bens dos investigados. A medida tem como objetivo impedir a ocultação ou transferência de patrimônio que possa ter sido adquirido com recursos de origem ilícita.
Os valores exatos bloqueados não foram detalhados pelas autoridades, mas a expectativa é de que o levantamento financeiro permita dimensionar o tamanho do esquema.
Operação em diferentes estados
A ofensiva foi realizada de forma integrada em Goiás e em mais dois estados brasileiros, contando com a participação de equipes especializadas da Polícia Federal. Os nomes dos investigados não foram divulgados para preservar o andamento das investigações.
A PF informou que a operação representa mais uma etapa do combate às organizações criminosas que utilizam plataformas de apostas ilegais para movimentar dinheiro de origem suspeita e ocultar patrimônio.
As investigações continuam e novas fases da operação não estão descartadas. A depender da análise do material apreendido, outros envolvidos poderão ser identificados e responsabilizados judicialmente.




