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Einstein Paniago defende equilíbrio econômico em debate sobre possível fim da escala 6×1

Professor afirma que mudanças nas relações trabalhistas precisam conciliar geração de empregos e qualidade de vida dos trabalhadores

Com posicionamentos sobre economia, mercado de trabalho e desenvolvimento social, o professor universitário Einstein Paniago apresentou sua visão sobre o projeto em discussão no Congresso Nacional que trata de possíveis alterações na escala de trabalho 6×1. Com discurso pautado na responsabilidade econômica e na realidade tanto dos trabalhadores quanto do setor produtivo, ele defendeu que qualquer mudança deve ser conduzida com base em análises técnicas e avaliação de impactos.

Professor e pesquisador nas áreas de economia, gestão e políticas públicas, Paniago alerta que transformações profundas nas relações trabalhistas exigem cautela para evitar efeitos indesejados sobre o emprego e a atividade econômica. Segundo ele, o debate não deve se restringir a recortes ideológicos.

“Não podemos cair em simplificações. A economia é dinâmica, e qualquer mudança precisa considerar os impactos reais sobre empresas, empregos e sobre a vida das famílias brasileiras”, afirmou.
Ao analisar a proposta de alteração da escala 6×1, o professor destacou que mudanças obrigatórias na jornada, sem transição adequada ou mecanismos de adaptação, podem elevar custos operacionais, sobretudo para micro e pequenas empresas, que concentram grande parte dos postos de trabalho no país.

Por outro lado, reforçou que a qualidade de vida do trabalhador também deve ser elemento central da discussão. “Um trabalhador exausto produz menos, adoece mais e tem sua qualidade de vida comprometida. É necessário buscar um equilíbrio que preserve a dignidade humana sem comprometer a sustentabilidade das atividades econômicas”, disse.

Diálogo e adaptação como caminho

Para Paniago, a construção de soluções deve passar pelo diálogo entre trabalhadores, empregadores e formuladores de políticas públicas, com foco em alternativas que combinem proteção social e produtividade. Ele também defende que eventuais mudanças nas relações de trabalho sejam acompanhadas de investimentos em qualificação profissional, inovação e melhoria da produtividade.

O professor chama atenção ainda para os possíveis impactos em setores que dependem de funcionamento contínuo, como comércio, serviços, alimentação e saúde. “É fundamental preservar empregos. Uma mudança mal planejada pode estimular a informalidade, dificultar a operação de pequenos negócios e gerar efeitos contrários aos desejados”, explicou. Ao citar experiências internacionais, destacou que modelos de jornada mais reduzida foram adotados em países com níveis de produtividade e estrutura econômica diferentes da realidade brasileira, o que exige cautela na comparação.

Paniago também busca afastar interpretações de que suas análises estariam alinhadas a uma defesa automática de ampliação do chamado “Estado fiscal”. Ele afirma que sua avaliação se baseia em critérios técnicos e multidisciplinares, sem desconsiderar os efeitos sociais das políticas públicas. Nesse contexto, o professor ressalta que, do ponto de vista jurídico e econômico, a normatização de regras de segurança e organização do Sistema Financeiro Nacional não se confunde, por si só, com aumento de carga tributária. No entanto, ele pondera que o uso crescente de dados e informações financeiras na administração pública exige atenção e salvaguardas institucionais.

“O avanço tecnológico e a maior disponibilidade de dados podem aprimorar a fiscalização e a eficiência do Estado, mas também exigem limites claros, para evitar qualquer risco de uso indevido dessas informações no cotidiano dos indivíduos”, afirmou. Para ele, o desafio está em garantir que o aprimoramento dos mecanismos de controle e transparência caminhe junto com a proteção de direitos individuais e com o fortalecimento das instituições democráticas.

Einstein Paniago tem reforçado sua defesa por políticas públicas baseadas em evidências técnicas, responsabilidade econômica e desenvolvimento humano. “Meu compromisso é com o trabalhador, com quem empreende, com a geração de oportunidades e com um Estado mais eficiente, competitivo e socialmente justo”, concluiu.

Perfil

Einsten Paniago tem trajetória marcada pela atuação em cargos estratégicos na administração pública e em entidades de classe, com experiência em áreas como governança, fiscalização, auditoria, compliance e finanças públicas. Também atua como contador, administrador público e professor universitário, desenvolvendo atividades voltadas à formação técnica e à qualificação da gestão pública.

Doutor em Direito pelo UniCEUB, mestre pela PUC Goiás e MBA pela USP, ele atualmente exerce o cargo de conselheiro federal de Contabilidade (mandato 2026–2029). Com foco no desenvolvimento econômico e na modernização do Estado, defende o fortalecimento da cidadania fiscal e da eficiência na gestão pública como caminhos para melhores resultados sociais e econômicos.

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