Funcionários dos Correios bloqueiam galpão e interrompem saída de cargas no DF
Trabalhadores dos Correios ocuparam, na manhã desta terça-feira (15), o Centro de Tratamento de Encomendas da empresa, localizado no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), no Distrito Federal. A mobilização ocorre após a categoria aprovar uma greve por tempo indeterminado.
Com a ocupação, os trabalhadores bloquearam a entrada e a saída de cargas do centro operacional. O movimento pode afetar a distribuição de encomendas na capital.
O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal (Sintect-DF) divulgou imagens do bloqueio e informou que os portões da unidade permanecerão fechados por tempo indeterminado.
Segundo a entidade, a mobilização continuará até que a direção dos Correios apresente uma proposta considerada concreta e capaz de atender às reivindicações dos trabalhadores.
TST determina manutenção de 80% do efetivo
A paralisação ocorre mesmo após uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou a manutenção de 80% do efetivo dos Correios em atividade durante a greve.
A decisão foi tomada na segunda-feira (14), após pedido da empresa, e estabeleceu que o percentual deve ser cumprido individualmente em cada unidade, turno e atividade considerada indispensável.
Apesar da determinação judicial, trabalhadores mantiveram a mobilização no Distrito Federal nesta terça-feira.
Entenda a greve
A greve começou na quinta-feira (10), após assembleia realizada pelo Sintect-DF. Segundo o sindicato, a categoria decidiu pela paralisação diante da falta de avanços nas negociações com os Correios.
Entre os pontos contestados estão mudanças nas férias, benefícios e plano de saúde, além de alterações na jornada de trabalho aos sábados.
O sindicato também é contrário à proposta de mudança do horário de início das atividades aos sábados para as 13h. A entidade defende o retorno do expediente no período da manhã.
A presidente do Sintect-DF, Amanda Corcino, afirmou que os trabalhadores não aceitarão alterações consideradas prejudiciais aos direitos da categoria.
Os Correios, por sua vez, informaram que adotaram um Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos da paralisação e manter os serviços em funcionamento.
A empresa também afirmou que apresentou uma proposta que contempla 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente.
A categoria promete manter atos, passeatas e outras mobilizações durante a greve.
Os Correios não haviam se manifestado especificamente sobre o bloqueio do Centro de Tratamento de Encomendas no SIA até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.




