Ex-PM é alvo da PF em investigação sobre fraude para obter registro de CAC em Salvador
Um ex-policial militar foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (1º), em Salvador, na Bahia. O homem é investigado por suspeita de ter obtido de forma irregular um Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
A ação foi realizada em conjunto com a Força Correcional Especial Integrada (Force/Coger/SSP-BA). Durante a operação, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em um endereço relacionado ao investigado na capital baiana.
Investigação apura possível fraude
Segundo as informações da investigação, o ex-PM teria conseguido o registro de CAC mesmo sem atender a um dos requisitos previstos na legislação para a concessão do certificado: a comprovação de idoneidade.
A apuração também busca esclarecer se informações relevantes foram omitidas durante o processo administrativo que resultou na concessão do registro.
Os investigadores suspeitam ainda que documentos ou outros elementos considerados inidôneos possam ter sido utilizados para viabilizar a obtenção do certificado de forma irregular.
Posse de arma também é investigada
Além da possível fraude no processo de obtenção do registro, a investigação apura a posse irregular de arma de fogo que teria sido adquirida ou mantida a partir do certificado obtido de maneira supostamente fraudulenta.
O material recolhido durante o cumprimento do mandado deverá ser analisado pelos investigadores e poderá contribuir para esclarecer como o registro foi concedido e quais circunstâncias envolveram a obtenção da arma.
PF busca identificar outros envolvidos
As diligências continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso. A Polícia Federal também investiga a possibilidade de participação de outras pessoas na suposta fraude.
A operação ainda deverá analisar documentos e informações relacionados ao processo de concessão do Certificado de Registro para identificar eventuais irregularidades e responsabilidades.
O investigado é tratado como suspeito durante a apuração, e eventuais responsabilidades criminais dependerão do avanço das investigações e das decisões das autoridades competentes.




