PT e PSDB entram em disputa por nome de coligação após registrarem “Goiás Pode Mais” em eleições estaduais
Um novo impasse político e jurídico começa a movimentar a disputa eleitoral em Goiás após o Partido dos Trabalhadores (PT) e o PSDB, comandado pelo ex-governador Marconi Perillo, registrarem o mesmo nome para suas coligações: “Goiás Pode Mais”.
De acordo com os documentos das convenções partidárias, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, aprovou a utilização do nome no dia 1º de agosto, durante reunião realizada em Goiânia.
Já a Federação PSDB/Cidadania também oficializou a mesma denominação em sua convenção, realizada no dia 5 de agosto, envolvendo ainda os partidos Democracia Cristã (DC) e PRTB.
A diferença entre as datas é o principal argumento utilizado pelos petistas para reivindicar prioridade no uso do nome da coligação.
PT afirma que não abrirá mão da marca
O secretário de organização do PT em Goiás, Kainann Santana, afirmou que a legenda pretende manter o nome aprovado na convenção e considera ter direito de utilizá-lo por ter feito o registro anteriormente.
Segundo ele, a denominação passou por aprovação interna e já faz parte da estratégia de comunicação da aliança formada pelo partido.
Nos bastidores, integrantes da federação avaliam que uma mudança no nome poderia prejudicar a identidade construída para a campanha.
PSDB também oficializou o mesmo nome
Apesar de ter aprovado a denominação posteriormente, a federação liderada pelo PSDB também registrou oficialmente o nome “Goiás Pode Mais” como identificação de sua coligação majoritária.
A ata da convenção confirma que a aliança formada por PSDB, Cidadania, DC e PRTB pretende disputar as eleições utilizando a mesma marca.
Caso pode parar na Justiça Eleitoral
A coincidência entre os nomes pode provocar uma disputa jurídica. A análise de especialistas aponta que o uso de uma denominação de campanha pode ser questionado quando há possibilidade de confusão entre os eleitores ou quando uma legenda comprova uso anterior e registro formal.
Entre os possíveis caminhos estão uma contestação no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) ou uma tentativa de acordo entre as duas alianças para evitar um conflito judicial.
Disputa ganha peso político
Além da questão legal, o episódio também amplia a disputa política entre os grupos envolvidos. O uso do mesmo slogan por adversários pode gerar acusações de tentativa de apropriação de estratégia eleitoral e aumentar a tensão entre as campanhas.
A situação também pode provocar dúvidas entre os eleitores, já que duas coligações diferentes utilizariam a mesma identidade durante a corrida eleitoral em Goiás. As legendas ainda não chegaram a um acordo público sobre o impasse.




