Tragédia aérea no Peru deixa 13 mortos durante passeio sobre as Linhas de Nazca
Um grave acidente aéreo ocorrido neste sábado (1º) deixou 13 mortos no sul do Peru. A aeronave de pequeno porte transportava turistas que realizavam um voo panorâmico para observar as famosas Linhas de Nazca, um dos principais patrimônios arqueológicos do país.
Segundo informações das autoridades peruanas, 11 passageiros e dois tripulantes estavam a bordo no momento da queda. O major da polícia Jorge Andrade confirmou que não houve sobreviventes devido à gravidade do impacto.
De acordo com o Ministério do Comércio Exterior do Peru, todos os turistas eram estrangeiros. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que as vítimas incluíam sete italianos, dois alemães e dois espanhóis. O governo peruano informou que prestará assistência às embaixadas dos países envolvidos.
O acidente aconteceu pouco depois das 13h no horário local, logo após a decolagem do aeroporto de Pisco, cidade localizada a cerca de 240 quilômetros ao sul da capital Lima. A aeronave caiu na região de Pueblo Viejo, nas proximidades da cidade de Nazca.
Equipes de bombeiros, policiais e agentes de resgate foram mobilizadas para atender a ocorrência. Imagens registradas no local mostraram os destroços da aeronave espalhados pela área, enquanto as autoridades iniciavam os trabalhos de recuperação dos corpos e investigação do acidente.
A prefeitura de Vista Alegre, município próximo ao local da queda, confirmou o número de vítimas e lamentou a tragédia. Segundo informações preliminares, a aeronave teria enfrentado uma emergência durante o voo, mas as causas exatas do acidente ainda serão apuradas pela Aeronáutica Civil do Peru.
O avião pertencia à empresa AeroDiana, especializada em voos turísticos sobre as Linhas de Nazca. Até o momento, a companhia não divulgou um posicionamento oficial sobre o ocorrido.
As Linhas de Nazca são um conjunto de gigantescos desenhos traçados no deserto peruano há mais de 1.500 anos. Consideradas Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco desde 1994, elas atraem milhares de turistas todos os anos e são melhor visualizadas a partir de sobrevoos.
Este não é o primeiro acidente envolvendo voos turísticos na região. Nos últimos anos, outras ocorrências semelhantes também foram registradas nas proximidades do sítio arqueológico.




