Milei critica governo brasileiro e diz esperar mudança no país
O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou nesta quarta-feira (23/9) que espera uma mudança no Brasil e criticou o que classificou como um “curso socialista decadente” adotado pelo país nos últimos anos. A declaração foi feita após a participação do argentino na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Ao comentar a participação do Brasil no Escudo das Américas, iniciativa apoiada pelos Estados Unidos para ampliar a cooperação entre países da região em áreas como segurança e combate ao crime organizado, Milei afirmou que a decisão cabe ao governo brasileiro.
Segundo o presidente argentino, ele espera que o Brasil volte a adotar o que chamou de “ideias da liberdade” e passe a integrar o grupo de países que considera livres.
A declaração ocorre em meio às diferenças políticas entre Milei e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Brasil não integra atualmente o Escudo das Américas, coalizão que reúne países latino-americanos alinhados à iniciativa do governo de Donald Trump.
Apoio a Flávio Bolsonaro
Milei também mantém proximidade política com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Em julho, o presidente argentino esteve no Brasil para participar de um evento relacionado ao lançamento da candidatura de Flávio.
Na ocasião, Milei declarou esperar que o Brasil também adotasse uma orientação liberal nas eleições deste ano e afirmou que Flávio seria capaz de enfrentar Lula.
Em seu discurso na ONU, Milei voltou a direcionar críticas à esquerda. O presidente argentino afirmou que o socialismo levaria ao autoritarismo e fez críticas ao que classificou como propostas de igualdade extrema.
Milei também afirmou que, quando governos de esquerda deixam o poder, cabe à direita enfrentar os problemas herdados e pediu que os eleitores estejam preparados para uma eleição que, segundo ele, poderá ser “suja”.
Na mesma passagem por Nova York, Milei utilizou seu discurso na ONU para tratar de temas da política externa argentina, incluindo as Ilhas Malvinas, que classificou como uma “causa nacional”.




