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Filho mantido acorrentado pela mãe em Rio Verde sofreu três AVCs, diz polícia

Homem de 46 anos vivia sem água e comida por dias e era submetido a humilhações e sofrimento psicológico, segundo investigação   A Polícia Civil do Estado de Goiás revelou que o homem de 46 anos encontrado acorrentado dentro de casa pela própria mãe, em Rio Verde, já havia sofrido três Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs). A mulher, de 64 anos, foi presa suspeita de maus-tratos, tortura e cárcere privado. Segundo a delegada Fernanda Simão, responsável pela investigação, a vítima era mantida presa pelos braços e pernas durante grande parte dos dias, sem acesso regular à água e alimentação. De acordo com a polícia, o homem também sofria constantes agressões psicológicas. Durante as investigações, foi constatado que a mãe dizia frases como “tomara que você morra sufocado” e “eu tenho nojo de você”. A Polícia Civil ainda apontou que a vítima era obrigada a comer as próprias fezes em algumas situações. “Maldade. Situação extremamente desumana, tendo a vítima passado por situações de extremo sofrimento”, afirmou a delegada. As investigações apontam que o homem permanecia sozinho dentro da residência por longos períodos, em condições degradantes. O caso foi descoberto após denúncia encaminhada pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Rio Verde, que alertou sobre possível abandono e violência doméstica. Quando as equipes chegaram ao imóvel, encontraram a vítima em situação considerada crítica. O homem foi retirado da casa, encaminhado para atendimento médico e acolhido pela rede de proteção social do município. Segundo a polícia, o pai da vítima não foi localizado e não consta registro dele nos documentos do homem. Durante depoimento, a suspeita optou por permanecer em silêncio. Em nota, a Defensoria Pública do Estado de Goiás informou que representou a investigada durante a audiência de custódia, cumprindo a função constitucional de garantir defesa a pessoas sem condições de contratar advogado particular. O órgão afirmou ainda que não comentará o mérito do caso. A investigação segue em andamento pela Polícia Civil de Rio Verde.
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