A Venezuela voltou a registrar um forte tremor de terra nesta segunda-feira (29), apenas cinco dias após os dois terremotos que devastaram parte do país. O novo abalo, de magnitude 4,6, foi sentido principalmente nas regiões de Caracas e La Guaira, reacendendo o medo da população e dificultando ainda mais os trabalhos das equipes de resgate.
Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, 1.450 pessoas morreram, outras 3.150 ficaram feridas e centenas de edifícios sofreram danos graves ou desabaram completamente. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que dezenas de milhares de pessoas ainda não foram localizadas, o que faz crescer a preocupação de que o número de vítimas possa aumentar nos próximos dias.
As cidades de La Guaira, Caraballeda e diversos bairros da capital Caracas continuam entre as áreas mais atingidas. Equipes de resgate trabalham ininterruptamente na busca por sobreviventes, contando com o apoio de profissionais e equipamentos enviados por diversos países. Mesmo após o período considerado mais crítico para localizar pessoas com vida, alguns resgates bem-sucedidos mantêm a esperança entre familiares e socorristas.
O novo tremor provocou pânico entre moradores que permanecem em abrigos improvisados ou acampados em áreas abertas por receio de novos desabamentos. As autoridades mantêm o alerta para possíveis réplicas e recomendam que a população evite retornar a imóveis com danos estruturais até que sejam vistoriados por técnicos.
A tragédia também atingiu brasileiros. O governo do Brasil confirmou a morte de Romildo Batista de Lima, de 69 anos, pastor natural de Uberlândia (MG), e de Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, que morava no Distrito Federal. Ambos estavam na Venezuela quando os terremotos ocorreram.
Enquanto a ajuda humanitária internacional continua chegando ao país, especialistas alertam que a fase de reconstrução poderá levar anos. Além da destruição de bairros inteiros, milhares de famílias perderam suas casas e dependem agora de assistência emergencial para alimentação, atendimento médico e abrigo.




