As autoridades da Venezuela atualizaram neste sábado o balanço oficial da tragédia provocada pelos fortes terremotos que atingiram o país. O número de mortos subiu para 1.430, enquanto milhares de pessoas permanecem desalojadas e equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes entre os escombros.
Os tremores, que atingiram diversas regiões venezuelanas, provocaram o desabamento de prédios, residências, hospitais e estabelecimentos comerciais, deixando um rastro de destruição. As áreas mais afetadas concentram o maior número de vítimas e continuam enfrentando dificuldades para restabelecer serviços essenciais, como energia elétrica, abastecimento de água e comunicação.
Além das mortes confirmadas, milhares de pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para hospitais e centros de atendimento emergencial. Abrigos provisórios foram montados para receber famílias que perderam suas casas ou precisaram deixar áreas consideradas de risco.
As equipes de resgate trabalham de forma ininterrupta, utilizando máquinas, cães farejadores e equipamentos especializados na tentativa de localizar pessoas que ainda possam estar soterradas. As autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar à medida que novas áreas sejam alcançadas pelas equipes de busca.
A tragédia também mobilizou diversos países e organismos internacionais, que enviaram equipes humanitárias, medicamentos, alimentos, água potável e equipamentos para auxiliar nos trabalhos de resgate e no atendimento às vítimas.
O governo brasileiro acompanha a situação por meio do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). Em atualizações anteriores, o órgão confirmou a morte de dois brasileiros em decorrência dos terremotos e informou que presta assistência consular aos familiares.
Especialistas destacam que o risco permanece elevado devido à possibilidade de novos tremores secundários (réplicas), o que dificulta os trabalhos das equipes de emergência e aumenta a preocupação com novas estruturas que possam desabar.
Enquanto a Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente, a prioridade das autoridades segue sendo o resgate de sobreviventes, o atendimento aos feridos e o acolhimento das milhares de famílias afetadas pelo desastre.




