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Trump avalia novas sanções contra Alexandre de Moraes, diz jornal britânico

Trump considera novas medidas contra Alexandre de Moraes, segundo jornal britânico

EUA estudam novas sanções contra Alexandre de Moraes, segundo jornal britânico

Medidas do governo Trump voltaram ao radar após decisões do ministro do STF envolvendo investigação contra jornalista e possíveis violações à liberdade de imprensa

O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de adotar novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações divulgadas pelo jornal britânico Financial Times. A possibilidade ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.

De acordo com a publicação, o tema voltou a ganhar força após Moraes autorizar mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas ao jornalista Luís Pablo, do Maranhão, que publicou reportagens envolvendo o ministro Flávio Dino. O próprio jornalista também foi alvo de medidas determinadas pelo magistrado.

Segundo o Financial Times, o episódio chamou a atenção do governo norte-americano principalmente por envolver uma discussão relacionada à liberdade de imprensa no Brasil.

Pressão por novas medidas

Ainda conforme a reportagem, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, que é candidato à Presidência da República, vinham defendendo junto a integrantes do governo de Donald Trump a retomada de medidas contra Moraes.

Entre os nomes que teriam feito interlocução com autoridades americanas estão o empresário Paulo Figueiredo e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Caso sejam confirmadas, novas sanções contra o ministro poderiam ampliar ainda mais o desgaste entre Brasília e Washington.

Moraes já foi alvo de sanções dos EUA

Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, já foram incluídos anteriormente em medidas impostas pelos Estados Unidos.

Em julho de 2025, o governo Trump aplicou contra o ministro sanções previstas na Lei Magnitsky, instrumento utilizado pelos EUA contra pessoas acusadas de graves violações de direitos humanos.

Na ocasião, o governo americano alegou que Moraes havia cometido abusos no âmbito dos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro e à investigação sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022.

As medidas incluíam restrições de entrada nos Estados Unidos, congelamento de eventuais bens sob jurisdição americana e bloqueio de transações financeiras e comerciais.

As sanções, porém, foram retiradas posteriormente, em dezembro de 2025. Na época, Moraes agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo empenho na retirada das medidas.

Relação entre Brasil e EUA passa por momento de tensão

A possibilidade de novas sanções ocorre em um momento de forte tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

Além das divergências envolvendo Moraes, os dois governos também estão em lados opostos em questões comerciais e diplomáticas. O Brasil está entre os países atingidos pelo tarifaço adotado pelo governo Trump.

Outro ponto de atrito envolve a indicação de Daniel Perez para assumir a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. O nome foi anunciado pelo governo americano antes da concessão formal do agrément pelo Brasil.

O presidente Lula afirmou que a análise do nome será feita somente após as eleições de outubro.

Em resposta à demora, os Estados Unidos revogaram o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. O Departamento de Estado americano classificou a medida como recíproca e afirmou que ela permanece reconhecida como representante oficial do Brasil.

Até o momento, as novas sanções contra Alexandre de Moraes são tratadas como uma possibilidade em estudo pelo governo americano, e não como uma medida oficialmente anunciada.

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