A Venezuela vive uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após ser atingida por dois fortes terremotos na noite da última quarta-feira (24). Os abalos, de magnitudes 7,2 e 7,5, provocaram o desabamento de prédios, destruição de rodovias e deixaram centenas de mortos, além de milhares de feridos e desaparecidos.
Entre as vítimas estão dois brasileiros, conforme confirmou o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). Em nota oficial, o governo brasileiro informou que um homem e uma mulher morreram em consequência dos terremotos e que está prestando assistência consular às famílias. As identidades dos brasileiros não foram divulgadas, em respeito à privacidade dos familiares.
Tremores devastaram diversas regiões
Os terremotos ocorreram em um intervalo inferior a um minuto e tiveram epicentros na região oeste de Caracas, sendo sentidos em várias partes da Venezuela e até em países vizinhos. Segundo especialistas, este foi o mais forte terremoto registrado no país em mais de um século, provocando destruição em larga escala e mobilizando equipes de resgate nacionais e internacionais.
Bairros inteiros ficaram destruídos, hospitais sofreram danos estruturais e milhares de pessoas precisaram abandonar suas casas. Equipes de emergência seguem trabalhando na remoção de escombros em busca de sobreviventes.
Brasil acompanha situação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade ao povo venezuelano e colocou o Brasil à disposição para colaborar com as ações humanitárias. O Itamaraty informou que acompanha a situação por meio da Embaixada do Brasil em Caracas e mantém plantão consular para prestar assistência aos brasileiros afetados pela tragédia.
Número de vítimas pode aumentar
As autoridades venezuelanas alertam que o balanço de mortos e feridos ainda é provisório, já que as buscas continuam em diversas áreas atingidas. O número de desaparecidos também preocupa as equipes de resgate, que enfrentam dificuldades para acessar algumas regiões devido aos danos na infraestrutura.
Enquanto o país tenta lidar com as consequências do desastre, comunidades internacionais seguem mobilizadas para enviar ajuda humanitária às áreas mais afetadas.




