TCM libera concurso da Câmara de Goiânia, mas mantém suspensão de três cargos sob investigação
permitindo a retomada das etapas para a maior parte dos cargos previstos no edital. A suspensão foi mantida apenas para as vagas de administrador, revisor de texto e técnico em iluminação,
que continuam sendo investigadas por suspeitas de irregularidades e possíveis conflitos de interesses.
A decisão foi tomada durante sessão plenária realizada na quarta-feira (5), no julgamento do processo nº 02533/2026, sob relatoria do conselheiro Humberto Aidar.
O concurso havia sido suspenso integralmente em 16 de maio por meio de uma medida cautelar. Com a nova deliberação, o TCM flexibilizou a decisão e autorizou a continuidade do certame para os demais cargos, mantendo a suspensão apenas das três funções que seguem sob análise das equipes de controle externo.
A medida cautelar continuará em vigor para essas vagas até o dia 16 de agosto, prazo inicialmente estabelecido de 90 dias, período em que o Tribunal pretende concluir as investigações.
Em nota, a Câmara de Goiânia informou que ainda não havia sido oficialmente notificada sobre a decisão, mas destacou que é a principal interessada no esclarecimento dos fatos e na transparência do processo seletivo.
Com a liberação parcial, o concurso poderá prosseguir normalmente para cargos como agente administrativo, agente de segurança do plenário, agente para assuntos legislativos, atendente de recepção e cerimonial, agente de manutenção, cinegrafista, editor de vídeo, fotógrafo, motorista, operador de áudio e vídeo, operador de caracteres, operador de switcher, técnico eletroeletrônico, técnico em telecomunicações, analista de comunicação, analista de sistemas, analista de suporte de redes e sistemas, analista técnico legislativo, arquivista, assistente social, cerimonialista, contador, economista, médico do trabalho, psicólogo e designer gráfico e de animação.
Segundo o TCM-GO, a liberação parcial busca evitar prejuízos aos candidatos dos cargos que não apresentam indícios de irregularidades, preservando a continuidade do concurso sem comprometer a apuração das denúncias.
As investigações tiveram início após denúncias de possíveis conflitos de interesses envolvendo candidatos ligados à banca organizadora do certame. Entre os casos analisados está o de um candidato aprovado para o cargo de administrador que teria permanecido vinculado a projetos da instituição responsável pelo concurso. Outro envolve uma candidata aprovada para revisor de texto que atuava como bolsista da banca durante o período de realização das provas.
Embora o Tribunal tenha informado que não há comprovação de fraude, os indícios de possível quebra da isonomia entre os concorrentes justificaram a manutenção da suspensão dessas três vagas até a conclusão das investigações. A banca organizadora nega qualquer irregularidade e afirma que adotou medidas para impedir que candidatos com vínculos institucionais influenciassem a elaboração ou aplicação das provas.




