HomeAbsurdoservidora da Comurg deixa a prisão e passa a usar tornozeleira eletrônica

servidora da Comurg deixa a prisão e passa a usar tornozeleira eletrônica

De um lado, a familia e amigos "apenas com o LUTO". Do outro, o infrator e sua tornozeleira sob medida cautelar.

A morte da servidora da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Aparecida Alves da Silva, de 61 anos, continua provocando revolta. O motorista investigado por atropelar a trabalhadora enquanto dirigia sob efeito de álcool deixou a prisão e agora responderá ao processo em liberdade, submetido ao uso de tornozeleira eletrônica, por decisão da Justiça.

O caso aconteceu na madrugada de 27 de junho, na Avenida Americano do Brasil, no Parque Santa Rita, em Goiânia. Aparecida e outro servidor realizavam um serviço de poda e manutenção no canteiro central quando foram atingidos pelo veículo conduzido pelo investigado. Segundo a investigação, o motorista apresentava sinais de embriaguez e foi preso em flagrante após o acidente. Aparecida foi socorrida e levada ao Hospital Estadual Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), mas não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois.

A decisão que permitiu ao investigado deixar a prisão gerou forte repercussão. Para familiares, colegas de trabalho e parte da população, a sensação é de que uma vida foi perdida enquanto o responsável pelo atropelamento responde ao processo fora da cadeia, apenas com medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

O episódio reacende um debate que se repete em diversos casos de trânsito envolvendo suspeitas de embriaguez ao volante: até que ponto as medidas adotadas pela Justiça são suficientes diante da gravidade das consequências para as vítimas e suas famílias? Enquanto uma família enfrenta o luto e colegas lamentam a perda de uma servidora dedicada ao serviço público, o processo judicial seguirá seu curso para definir a responsabilidade criminal do investigado.

A investigação continua, e caberá ao Poder Judiciário analisar as provas produzidas durante o processo e decidir sobre a eventual responsabilização do motorista.

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