Novo Plano Urbanístico de Goiânia atrai interesse de incorporadoras
Regulamentação do PUB pode abrir espaço para novos projetos de urbanização, adensamento e criação de centralidades em diferentes regiões da capital
A regulamentação do Plano Urbanístico Básico (PUB) de Goiânia já começa a despertar o interesse de empresas do setor imobiliário. Após a assinatura do instrumento, incorporadoras e empresas de urbanismo teriam procurado a Prefeitura de Goiânia para avaliar a possibilidade de apresentar propostas de adensamento e planejamento urbano em grandes áreas da capital.
O PUB é um instrumento previsto no Plano Diretor de Goiânia para orientar a ocupação e a urbanização de regiões com mais de 50 hectares. O documento estabelece diretrizes para o desenvolvimento dessas áreas, incluindo a integração com a malha viária, definição de áreas públicas, densidade de ocupação e outros parâmetros que deverão orientar futuros projetos de loteamentos.
Na prática, o plano funciona como uma espécie de estudo urbanístico preliminar para grandes áreas que ainda serão urbanizadas.
Áreas de Goiânia entram no radar do mercado
A elaboração de um PUB pode ser proposta pela iniciativa privada, desde que esteja baseada em estudos e áreas previamente divulgados pela Prefeitura.
Segundo informações apuradas, algumas regiões da capital já despertam o interesse de empresas do setor imobiliário. Entre elas estão áreas localizadas nos bairros Jardim Guanabara, Itatiaia, na região do campus da Universidade Federal de Goiás (UFG), e Goiânia 2.
O prefeito Sandro Mabel também citou o Goiânia 2 como uma região com potencial para receber um Plano Urbanístico Básico.
“Vamos pensar o Goiânia 2. Dependendo de cada lugar, ali é um PUB. Eles [os interessados em apresentar propostas] vão aproveitar no urbanismo, colocar adensamento, colocar uma nova centralidade. Para nós da Prefeitura é bom”, afirmou.
A expectativa é que o instrumento permita organizar o crescimento de determinadas regiões antes da implantação de novos empreendimentos, buscando integrar habitação, mobilidade, infraestrutura e áreas destinadas a serviços públicos.
FGR avalia possibilidade de novos projetos
Entre as empresas que já teriam demonstrado interesse está a FGR Incorporações, responsável pelos condomínios Jardins em Goiânia.
A empresa teria procurado o Poder Executivo para avaliar a possibilidade de apresentar uma proposta dentro do novo instrumento urbanístico.
Em nota, a FGR afirmou considerar positiva a criação do PUB como uma ferramenta adicional para o desenvolvimento da cidade. No entanto, destacou que aguarda a definição das instruções normativas que regulamentarão a utilização do instrumento.
Segundo a empresa, somente após a publicação dessas normas será possível analisar a viabilidade de utilizar o PUB em futuros projetos.
Outras empresas também são citadas
Fontes ouvidas pela reportagem também apontaram a Tropical Urbanismo e Incorporações como uma das empresas que estariam interessadas em apresentar propostas relacionadas à urbanização e ao adensamento de áreas de Goiânia.
A empresa, contudo, não foi localizada para confirmar a informação. O espaço permanece aberto para manifestação.
Instrumento pode mudar expansão da capital
A regulamentação do Plano Urbanístico Básico é vista pela Prefeitura como uma ferramenta para organizar a expansão de Goiânia e orientar a ocupação de grandes áreas ainda disponíveis para urbanização.
Com a definição prévia de diretrizes de mobilidade, infraestrutura, áreas públicas e densidade, o município pretende evitar que novos empreendimentos sejam implantados de forma isolada e sem integração com a estrutura urbana existente.
A chegada de novos projetos também pode representar aumento dos investimentos privados e expansão de novas centralidades, mas a efetiva utilização do PUB dependerá das normas complementares que ainda serão estabelecidas pelo município.




