Pais suspeitos de matar bebê de 23 dias com 24 facadas são transferidos para presídio
Os pais suspeitos de matar o próprio filho, Bryan Gabriel, de apenas 23 dias de vida, foram transferidos para João Pessoa, na Paraíba, na sexta-feira (16). Mirelly Layla e Marcos Gabriel estão em isolamento, segundo as autoridades. O bebê foi encontrado morto na quarta-feira (14), no município de Patos, no Sertão paraibano.

O casal foi preso após o crime e passou por audiência de custódia na quinta-feira (15), quando a Justiça converteu as prisões em preventivas. Os dois foram autuados por suspeita de homicídio qualificado e omissão, conforme as informações divulgadas pelas autoridades.
Laudo identificou 24 ferimentos
De acordo com Dionísio Filho, chefe do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos, a criança sofreu 24 ferimentos provocados por golpes de faca.
Do total, 13 atingiram a parte posterior do corpo, incluindo as costas e os braços. Outros 11 ferimentos foram identificados na região frontal, entre abdômen, rosto e tórax. Uma das facadas perfurou o coração do bebê.
Segundo o responsável pelo órgão pericial, a criança agonizou em decorrência dos ferimentos.
Discussão entre o casal é investigada
De acordo com o delegado Hemerson Barbosa, Mirelly relatou que ela e Marcos haviam discutido por ciúmes relacionados à relação dele com o bebê. Ela também afirmou que os dois estavam separados.
O casal teria se conhecido por meio do jogo on-line Free Fire. Mirelly é natural de São Bento, na Paraíba, enquanto Marcos é de Minas Gerais e teria se mudado para Patos para morar com ela.
Após a separação, Mirelly retornou à cidade natal. No entanto, estava em Patos para buscar seus pertences quando o crime ocorreu.
Investigação continua
A morte de Bryan Gabriel é investigada pelas autoridades para esclarecer a participação de cada um dos suspeitos e as circunstâncias do crime.
As prisões preventivas foram determinadas pela Justiça, e os dois permanecem sob custódia. Até o momento, as informações divulgadas apontam os pais como suspeitos, e a responsabilidade criminal de cada um deverá ser definida no decorrer do processo judicial.




