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Olavo Noleto, político goiano, é citado em articulações do Banco Master com o governo Lula, diz Veja

Segundo reportagem da revista Veja, o político goiano teria atuado como interlocutor do ex-banqueiro em tratativas envolvendo fundos de pensão. As acusações ainda precisam de comprovação independente.

Olavo Noleto é citado em relatos de Vorcaro sobre supostas articulações do Banco Master com o governo Lula

O goiano Olavo Noleto, integrante do PT e ex-secretário-executivo do Ministério das Relações Institucionais, foi citado em relatos atribuídos ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, sobre supostas articulações com integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações foram divulgadas pela revista Veja nesta sexta-feira (9).

De acordo com a publicação, Noleto teria sido um dos interlocutores de Vorcaro em conversas relacionadas à tentativa de obter investimentos de fundos de pensão ligados a entidades públicas. A reportagem menciona mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro e encontros reservados dos quais teriam participado integrantes do governo.

As informações fazem parte de relatos atribuídos a Vorcaro durante tentativas de negociação de um acordo de colaboração premiada. As alegações, porém, não devem ser tratadas como fatos comprovados, e a citação do nome de Noleto não demonstra, por si só, participação em irregularidades.

Contatos com integrantes do governo

Segundo a Veja, Noleto mantinha contato com Vorcaro e teria participado de articulações durante o período em que Alexandre Padilha comandava o Ministério das Relações Institucionais. A reportagem também relata um jantar realizado em outubro de 2024, na residência do ex-banqueiro, em Brasília, com a presença de Padilha e outros convidados.

O encontro teria ocorrido fora da agenda oficial do então ministro. Conforme informações divulgadas anteriormente pela imprensa, mensagens atribuídas a intermediários mencionavam a presença de Padilha e Noleto no jantar.

Ainda segundo a revista, Vorcaro relatou que buscava aproximação com integrantes do governo para viabilizar negócios envolvendo fundos de previdência. Ele também teria mencionado supostas cobranças de comissões ilegais relacionadas a essas operações.

As acusações dependem de apuração e comprovação. A existência de contatos ou reuniões, isoladamente, não comprova que tenha ocorrido pagamento de propina ou prática de crime.

Relato envolve supostos R$ 30 milhões para documentário sobre Lula

Outro ponto da reportagem diz respeito à afirmação atribuída a Vorcaro de que teria destinado cerca de R$ 30 milhões, em dinheiro vivo, para financiar um documentário sobre a trajetória do presidente Lula, dirigido pelo cineasta norte-americano Oliver Stone.

O relato teria mencionado pessoas ligadas ao PT e ao Instituto Lula. Entretanto, conforme as informações reunidas no material divulgado, os supostos pagamentos não estão comprovados de forma independente, e responsáveis pela produção negaram ter recebido recursos do ex-banqueiro.

A alegação sobre o documentário é distinta das referências a Noleto nas articulações envolvendo o Banco Master. Não há, nas informações apresentadas, comprovação de que o político goiano tenha participado desse suposto financiamento.

Polícia Federal e PGR não confirmaram as alegações

A divulgação dos relatos gerou questionamentos sobre a existência de provas que sustentem as acusações. Segundo a CNN Brasil, a Procuradoria-Geral da República não avançou nas tratativas de colaboração premiada de Vorcaro por considerar insuficientes os elementos apresentados.

Reportagem do UOL publicada nesta sexta-feira informou que as mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro não apresentam registros que comprovem os pagamentos mencionados para o documentário sobre Lula. A ausência desses registros, por si só, não comprova que os pagamentos não ocorreram.

A Polícia Federal também esclareceu, conforme noticiado pelo Metrópoles, que Vorcaro não prestou depoimento à corporação nem entregou documentos com o conteúdo descrito na reportagem sobre os supostos R$ 30 milhões. Posicionamento dos citados

Segundo o material fornecido, Olavo Noleto informou à CNN Brasil que não comentaria as novas revelações. A reportagem original também registra que o espaço para manifestação permanece aberto.

Alexandre Padilha negou envolvimento em irregularidades, enquanto Lula rejeitou ter solicitado ou recebido vantagens financeiras de Vorcaro. As versões apresentadas pelos envolvidos devem ser consideradas no acompanhamento do caso.

Até o momento, é importante distinguir os contatos e encontros relatados pela imprensa das acusações de pagamentos ilegais, que não foram comprovadas pelas informações citadas.

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