Mulher é morta a tiros pelo companheiro em Pontalina; filha de 15 anos é baleada e pode ficar paraplégica
Uma mulher de 37 anos, identificada como Taynara, foi morta a tiros dentro da própria casa, na noite de domingo (11/10), em Pontalina, no sul de Goiás. O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, identificado como Mário Sérgio, que foi preso em flagrante. Durante o ataque, a filha de Taynara, de 15 anos, também foi baleada nas costas e corre o risco de ficar paraplégica.
O crime ocorreu na residência da família, no bairro Vila Brasil. Segundo informações repassadas à polícia, a adolescente foi atingida pelos disparos e precisou de atendimento médico. A gravidade dos ferimentos levanta a possibilidade de sequelas permanentes.
Após atirar contra as vítimas, o suspeito teria roubado uma motoneta e fugido do local. Militares da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) iniciaram buscas e localizaram o homem na saída da cidade.
Ao perceber a aproximação dos policiais, Mário Sérgio abandonou o veículo e correu para uma área de mata. Ele foi perseguido e acabou alcançado pelos militares.
A arma que teria sido utilizada no crime foi deixada na residência e apreendida pela Polícia Militar.
Suspeito não aceitava fim do relacionamento
Familiares das vítimas relataram às autoridades que o homem não aceitava o fim do relacionamento com Taynara e já teria feito ameaças contra ela anteriormente. A informação será considerada no andamento das investigações.
Mário Sérgio foi autuado em flagrante por feminicídio e tentativa de homicídio. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias do ataque.
Goiás chega a 56 feminicídios em 2026
Com a morte de Taynara, Goiás chega a 56 feminicídios registrados em 2026, conforme os dados informados na ocorrência. O número fica apenas quatro casos abaixo do total contabilizado em todo o ano de 2025.
O crime volta a chamar a atenção para a violência contra as mulheres e para os riscos enfrentados por vítimas de ameaças em relacionamentos. A denúncia de ameaças e a busca por ajuda podem ser fundamentais para prevenir novas agressões.
Mulheres em situação de violência podem procurar a Polícia Militar pelo telefone 190 em casos de emergência. O Ligue 180 também oferece orientação e recebe denúncias de violência contra a mulher.




