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Marconi Perillo e Daniel Vilela aparecem tecnicamente empatados na disputa pelo governo de Goiás

Levantamento realizado com 3,3 mil eleitores mostra cenário acirrado para 2026 e indica alta indefinição do eleitorado goiano tanto para o governo quanto para o Senado

A corrida pelo Palácio das Esmeraldas em 2026 começa a ganhar contornos de forte disputa em Goiás. Pesquisa divulgada pela Exata.GO revela empate técnico entre o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o Governador Daniel Vilela (MDB) em um eventual primeiro turno das eleições estaduais.

Segundo o levantamento, Marconi aparece com 30,15% das intenções de voto, enquanto Daniel Vilela registra 29,55%. Considerando a margem de erro de 1,7 ponto percentual, os dois pré-candidatos estão tecnicamente empatados, desenhando um cenário de equilíbrio entre oposição e base governista.

Na sequência aparecem Wilder Morais (PL), com 8,73%, e Edward Madureira (PT), com 1,91%. O dado que mais chama atenção, no entanto, é o elevado índice de indefinição do eleitorado: 22,48% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar, enquanto 7,18% disseram não escolher nenhum dos nomes apresentados.

A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 30 de abril, ouvindo 3.300 eleitores em diversas regiões de Goiás. O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número GO-08525/2026. O custo declarado foi de R$ 25 mil, pagos pela GMV Mídia Externa.

Marconi lidera rejeição

Além das intenções de voto, a Exata.GO também mediu o índice de rejeição dos pré-candidatos ao governo estadual.

Marconi Perillo aparece com a maior taxa de rejeição entre os nomes testados, somando 23,06%. Daniel Vilela vem em seguida, com 11,61%. Edward Madureira registra 9,15%, enquanto Wilder Morais aparece com 7,94%.

Já 42,70% dos entrevistados disseram não rejeitar nenhum dos pré-candidatos, enquanto 5,55% afirmaram rejeitar todos os nomes apresentados.

Os números indicam que, apesar de liderar tecnicamente a disputa, Marconi carrega um desgaste político significativo, fator que pode influenciar diretamente no andamento da campanha. Já Daniel Vilela demonstra menor resistência entre os eleitores, o que pode ser estratégico em um eventual segundo turno.

Senado tem disputa pulverizada

O cenário para o Senado também mostra ampla fragmentação e ausência de um favorito consolidado.

Na primeira opção de voto, Gracinha Caiado (União Brasil) aparece na liderança com 24,70%, seguida por Vanderlan Cardoso (PSD), com 12,30%, e Gustavo Gayer (PL), com 12%.

Também pontuam Delegado Humberto Teófilo (Novo), com 8,82%, Zacharias Calil (União Brasil), com 7,55%, Alexandre Baldy (PP), com 2,36%, Ozeias Varão (PL), com 0,55%, e Iure Castro (Cidadania), com 0,24%.

Entre os entrevistados, 24,76% ainda não sabem em quem votar, enquanto 6,73% afirmam que não escolheriam nenhum dos pré-candidatos.

Na disputa pela segunda vaga ao Senado, o cenário segue embolado. Vanderlan Cardoso lidera com 11,09%, seguido de perto por Gracinha Caiado, com 10,27%, e Zacharias Calil, com 10,09%.

Alexandre Baldy soma 7,64%, Delegado Humberto Teófilo aparece com 7,24%, Gustavo Gayer registra 5,70%, Ozeias Varão tem 2,33% e Iure Castro, 0,45%.

O levantamento mostra ainda que 34,15% dos eleitores permanecem indecisos, enquanto 11,03% afirmam não votar em nenhum dos nomes apresentados.

Os números reforçam que, embora as articulações políticas para 2026 já estejam em curso, o eleitor goiano ainda demonstra forte indefinição, deixando o cenário aberto para movimentações e mudanças nos próximos meses.

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