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Jeronymo Siqueira envolvido em escândalo em São Miguel do Araguaia com suspeita de superfaturamento

Contrato sem licitação no valor de R$ 56 mil para atender uma única criança levanta dúvidas sobre gestão e pressiona vereadores por investigação

Mais uma vez, a gestão do prefeito Jeronymo Siqueira entra na mira de questionamentos em São Miguel do Araguaia, agora diante de um contrato que levanta suspeitas de superfaturamento envolvendo a compra de fórmula infantil especializada. O caso, que já provoca indignação entre moradores, expõe fragilidades na condução dos recursos públicos e reforça cobranças por fiscalização mais rigorosa.

O contrato nº 55 de 2026, firmado pelo Fundo Municipal de Saúde por meio de dispensa de licitação, sem qualquer disputa entre fornecedores, prevê a aquisição da fórmula infantil Peptamen Junior 400 gramas pelo valor total de R$ 56.160,00. O documento, publicado e assinado em 09 de março de 2026, estabelece vigência até março de 2027 e indica que o produto será destinado exclusivamente ao paciente Samuel de Souza Silva, atendido pela farmácia de alto custo do município.

A justificativa, embora envolva uma necessidade médica específica, não afasta as dúvidas sobre o valor contratado. Em farmácias da própria cidade, a mesma fórmula pode ser encontrada por cerca de R$ 140 a unidade, o que levanta um questionamento direto sobre a proporcionalidade da compra. Com o montante pago pela prefeitura, seria possível adquirir aproximadamente 400 latas do produto, quantidade considerada suficiente para manter o tratamento de uma criança por até quatro anos, superando em muito o período de vigência do contrato.

A ausência de licitação amplia ainda mais a preocupação, já que reduz a transparência e limita a competitividade no processo, abrindo espaço para possíveis irregularidades. Em casos como este, a expectativa é de que haja justificativas técnicas detalhadas, algo que até o momento não foi apresentado de forma clara à população.

A revolta já ecoa entre moradores. Um cidadão ouvido pela reportagem resumiu o sentimento de indignação ao afirmar, “um leite de 140 reais a lata, eles falaram que compraram 56 mil, isso daria leite para uma criança por anos, não tem lógica, isso é um absurdo”.

O episódio reforça o clima de desconfiança na cidade e coloca pressão direta sobre a Câmara Municipal, que agora é cobrada a cumprir seu papel de fiscalização. Diante de mais um caso que envolve cifras elevadas e ausência de concorrência, cresce a expectativa por uma apuração rigorosa, sob risco de que o silêncio transforme a suspeita em mais um escândalo sem resposta.

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