Gracinha Caiado lidera corrida ao Senado e pode superar 2 milhões de votos em Goiás, aponta projeção
Pesquisa Quaest mostra ex-primeira-dama na primeira colocação, enquanto disputa pela segunda vaga permanece acirrada entre Gayer, Vanderlan e Zacharias Calil
A ex-primeira-dama de Goiás Gracinha Caiado (União Brasil) aparece na liderança da disputa pelo Senado e pode ultrapassar a marca de 2 milhões de votos nas eleições de 2026, segundo uma projeção baseada nos números da pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira (27).
O levantamento considera o desempenho atual dos candidatos e os índices de comparecimento, além dos percentuais de votos brancos e nulos registrados nas eleições anteriores. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-06186/2026.
Na pesquisa estimulada, Gracinha aparece com 21% das intenções de voto. Considerando apenas os votos válidos, o percentual chega a 31,8%.
Goiás tem atualmente 5.081.043 eleitores aptos a votar. Caso a taxa de abstenção fique próxima dos aproximadamente 21% registrados nas últimas eleições estaduais, cerca de 4 milhões de eleitores devem comparecer às urnas em 4 de outubro.
Como cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, esse contingente representa um universo potencial de aproximadamente 8 milhões de votos para o cargo.
Projeção pode superar 2 milhões
A estimativa varia de acordo com o percentual de votos brancos e nulos. Em 2022, esses votos representaram aproximadamente 16% do total. Já em 2018, quando Goiás também escolheu dois senadores, o índice foi superior a 22%.
Se o comportamento de 2022 se repetir, a eleição poderá registrar cerca de 6,7 milhões de votos válidos para o Senado. Aplicando os 31,8% atribuídos a Gracinha nesse cenário, a candidata poderia alcançar aproximadamente 2,1 milhões de votos.
Em uma hipótese mais próxima dos números de 2018, o universo de votos válidos ficaria em torno de 6,2 milhões. Nesse caso, a ex-primeira-dama teria uma votação estimada em aproximadamente 1,9 milhão de votos.
Os números, entretanto, representam apenas uma projeção matemática a partir da pesquisa e do comportamento do eleitorado em eleições anteriores. Não se trata de uma previsão definitiva do resultado.
Segunda vaga tem disputa acirrada
Enquanto Gracinha aparece isolada na liderança, a disputa pela segunda cadeira do Senado permanece mais equilibrada.
Gustavo Gayer (PL) registra 12% das intenções de voto, o equivalente a cerca de 18% entre os votos válidos. Mantido esse desempenho, sua votação poderia ficar entre 1,1 milhão e 1,2 milhão de votos.
Vanderlan Cardoso (PSD) e Zacharias Calil (MDB) aparecem com aproximadamente 13,6% dos votos válidos cada. A projeção indica que os dois poderiam receber entre 840 mil e 910 mil votos.
Já Gustavo Mendanha (PRB) teria cerca de 9% dos votos válidos, o que representaria uma votação estimada entre 550 mil e 600 mil votos.
A diferença entre os candidatos que disputam a segunda vaga, porém, ainda é considerada apertada. Gayer, Vanderlan e Zacharias estão separados por uma distância que, na projeção, varia entre aproximadamente 200 mil e 300 mil votos.
Um em cada quatro eleitores ainda está indeciso
Outro fator que pode modificar o cenário até outubro é o elevado número de eleitores que ainda não escolheram seus candidatos.
Segundo a Quaest, 25% dos entrevistados ainda estão indecisos. Esse percentual representa uma parcela significativa do eleitorado e pode provocar mudanças na ordem dos candidatos ao longo da campanha.
Apesar disso, Gracinha mantém uma vantagem significativa na primeira colocação, enquanto a segunda vaga permanece aberta e concentrada principalmente entre Gustavo Gayer, Vanderlan Cardoso e Zacharias Calil.
A Quaest entrevistou 804 eleitores entre os dias 23 e 26 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi encomendada pela TV Anhanguera e está registrada no TSE sob o número GO-06186/2026.




