Governo Trump avalia possíveis ataques no Mali contra grupo ligado à Al-Qaeda, diz jornal
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia a possibilidade de realizar operações militares no Mali contra um grupo extremista ligado à rede terrorista Al-Qaeda, segundo informações divulgadas pelo jornal The Washington Post. A medida faria parte de uma estratégia de combate ao avanço de organizações jihadistas na região do Sahel, na África.
De acordo com fontes ouvidas pela publicação, os possíveis ataques teriam como alvo integrantes do grupo Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), considerado uma das principais organizações extremistas atuantes no oeste africano e afiliada à Al-Qaeda.
A avaliação ocorre em meio ao agravamento da instabilidade política e de segurança no Mali, país que enfrenta uma crescente atuação de grupos armados e uma crise prolongada após mudanças no comando do governo e a saída de forças internacionais que atuavam no combate ao terrorismo na região.
Caso seja aprovada, a operação representaria uma nova frente militar dos Estados Unidos no continente africano. O governo americano ainda não confirmou oficialmente uma decisão sobre ataques e as discussões internas continuam em andamento.
O Mali está localizado em uma área estratégica do Sahel, região que nos últimos anos registrou aumento da presença de grupos extremistas, disputas territoriais e dificuldades dos governos locais em manter o controle sobre áreas afastadas dos grandes centros urbanos.
A possibilidade de uma ação militar norte-americana gera preocupação entre especialistas, que avaliam os possíveis impactos diplomáticos e de segurança caso os Estados Unidos ampliem sua participação direta no conflito. Enquanto isso, Washington analisa alternativas para conter o avanço de organizações extremistas sem ampliar os riscos de uma nova intervenção prolongada.




