Estado de Goiás é condenado por omissão após agressão a aluno com autismo em escola
A Justiça de Goiás condenou o Estado a indenizar um estudante com transtorno do espectro autista (TEA) que sofreu uma agressão dentro de uma unidade escolar da rede pública. A decisão reconheceu a responsabilidade do poder público pela falha na proteção e supervisão do aluno durante o período em que estava sob os cuidados da instituição de ensino.
De acordo com o processo, o estudante foi vítima de uma agressão nas dependências da escola, episódio que teria provocado consequências graves e permanentes. A família alegou que houve omissão por parte da instituição na prevenção do ocorrido e na adoção de medidas capazes de garantir a segurança do aluno.
Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que o Estado tem o dever de zelar pela integridade física e emocional dos estudantes durante o período escolar. A sentença destacou que a administração pública responde pelos danos causados quando fica comprovada a falha na prestação do serviço ou a ausência de medidas adequadas de proteção.
A decisão também levou em consideração a condição de vulnerabilidade do estudante, ressaltando a necessidade de atenção especial e acompanhamento compatíveis com as necessidades de alunos diagnosticados com transtorno do espectro autista.
O valor da indenização foi fixado com base nos danos sofridos pela vítima e nas circunstâncias apresentadas no processo. Ainda cabe recurso da decisão às instâncias superiores.
O caso reacende o debate sobre a inclusão e a segurança de estudantes com deficiência nas escolas, além da importância de protocolos eficazes para prevenir situações de violência no ambiente educacional.
Especialistas destacam que instituições de ensino devem manter equipes capacitadas para lidar com diferentes necessidades dos alunos, promovendo um ambiente seguro, acolhedor e adequado ao desenvolvimento educacional e social de todos os estudantes.
A condenação reforça o entendimento de que o poder público tem responsabilidade direta na garantia da segurança dos alunos matriculados na rede estadual de ensino, especialmente daqueles que demandam acompanhamento especializado.




