Fazendeiro é encontrado carbonizado dentro de caminhonete em Caturaí; caseiro é investigado
O corpo do fazendeiro Cleuber Parreira da Silva, de 66 anos, foi encontrado carbonizado dentro da própria caminhonete, na zona rural de Caturaí, na Região Metropolitana de Goiânia. O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio.
Um caseiro de 34 anos, que trabalha em uma propriedade vizinha, chegou a ser preso por suspeita de envolvimento no crime, mas foi colocado em liberdade pela Justiça e passou a usar tornozeleira eletrônica enquanto as investigações continuam.
Cleuber saiu de casa, em Goiânia, na terça-feira (4), com destino ao sítio da família. Na tarde do dia seguinte, o corpo dele foi localizado dentro da caminhonete, que estava em uma área rural do município.
Caseiro é investigado
A Polícia Civil apura o que aconteceu entre o momento em que o fazendeiro deixou Goiânia e a localização do corpo.
Uma das linhas de investigação envolve André de Oliveira Souza, de 34 anos. A suspeita surgiu depois que um veículo ligado ao caseiro foi identificado nas proximidades do local onde o corpo de Cleuber foi encontrado.
André chegou a ser preso, mas a prisão em flagrante não foi mantida durante a audiência de custódia.
Na decisão, o juiz Demétrio Mendes Ornelas Júnior afirmou que havia elementos indicando a materialidade do crime e indícios de possível autoria. Entretanto, segundo o magistrado, a prisão em flagrante ocorreu fora do prazo legal e, por esse motivo, não poderia ser mantida.
O juiz também destacou que não foram encontrados com o investigado armas, instrumentos, objetos ou documentos que o relacionassem diretamente ao homicídio. Conforme a decisão, André foi localizado na tarde seguinte ao crime, no sítio onde trabalhava, exercendo normalmente suas atividades.
Defesa nega participação
A defesa de André nega qualquer envolvimento dele na morte do fazendeiro.
Segundo o advogado Leonardo Kennedy, o investigado teria apenas emprestado o veículo a outra pessoa. A defesa também contesta a descrição feita por uma testemunha que teria visto um homem dentro de um carro próximo ao local.
De acordo com o relato apresentado pela testemunha, o homem teria pele morena, rosto fino, boné preto, camisa preta, calça jeans e dois brincos, um em cada orelha.
O advogado afirma que as características não correspondem às de André. Segundo a defesa, o caseiro é negro, tem rosto arredondado, não usa brincos e não possui as orelhas furadas.
A defesa também sustenta que André estava trabalhando em outro local no momento indicado no depoimento da testemunha.
Em nota, os advogados afirmaram ainda que o veículo teria sido emprestado a uma terceira pessoa, prática que, segundo eles, seria comum entre moradores de propriedades rurais da região.
A defesa também criticou a condução inicial do caso e afirmou que a busca por uma resposta rápida pode ter levado a investigação a concentrar as suspeitas no caseiro antes da identificação do verdadeiro autor.
Família afirma que não havia desavenças
Familiares de Cleuber afirmam que não tinham conhecimento de qualquer desavença entre o fazendeiro e André.
Segundo os parentes, os dois mantinham uma boa relação, o que aumenta as dúvidas da família sobre a possível motivação do crime.
A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica do homicídio, identificar a autoria e determinar a motivação. Até o momento, o caseiro permanece como investigado e não foi condenado pelo crime.




