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Fachin retira de inquérito das fake news pedido de Moraes contra Mendonça

Fachin barra pedido de Moraes para investigar Mendonça no inquérito das fake news

Fachin retira de inquérito das fake news pedido de Moraes contra Mendonça

Presidente do STF determinou que representação contra o ministro seja analisada em processo separado e deu prazo para manifestação da PGR

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou que o pedido apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes para investigar o colega André Mendonça seja retirado do inquérito das fake news e passe a tramitar em um processo separado.

A decisão foi tomada na sexta-feira (4), após Moraes apresentar uma representação contra Mendonça. O ministro acusa o colega de possíveis irregularidades relacionadas à imparcialidade judicial, à condução de investigações e ao direcionamento de alvos por supostas motivações políticas.

PGR terá cinco dias para se manifestar

Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja ouvida sobre o caso. O órgão terá cinco dias úteis para apresentar um parecer sobre a admissibilidade e a regularidade do procedimento e, caso considere necessário, sobre as acusações apresentadas por Moraes.

Depois disso, André Mendonça também terá o mesmo prazo para apresentar sua manifestação. O ministro poderá questionar aspectos formais e processuais da representação, além de responder às acusações feitas pelo colega.

Na decisão, Fachin ressaltou que as medidas determinadas têm caráter exclusivamente instrutório e não representam uma antecipação de julgamento sobre a admissibilidade, a regularidade do procedimento ou o mérito das acusações.

Por que Moraes pediu investigação contra Mendonça?

A representação apresentada por Moraes ocorreu depois que Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal relacionado às investigações sobre o Banco Master.

O documento trouxe diálogos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. As mensagens indicariam que Vorcaro teria procurado o ministro em busca de auxílio diante das investigações envolvendo a instituição financeira.

Na avaliação de Moraes, Mendonça teria ultrapassado os limites de sua atuação como relator ao determinar diligências investigativas envolvendo o próprio ministro.

Moraes apontou possíveis ocorrências de improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade.

Em sua representação, o ministro também questionou a forma como determinadas diligências teriam sido determinadas por Mendonça e afirmou que houve problemas relacionados à produção e à utilização de provas.

Crise amplia tensão dentro do Supremo

A decisão de Fachin ocorre em meio a uma disputa pública entre integrantes do STF, que ganhou força após a divulgação do relatório da PF e das mensagens envolvendo Moraes e Vorcaro.

Com a determinação do presidente da Corte, a representação contra Mendonça não seguirá dentro do inquérito das fake news. O caso terá tramitação própria e deverá passar inicialmente pela análise da PGR.

A manifestação do Ministério Público Federal poderá indicar os próximos passos do procedimento, enquanto os dois ministros deverão apresentar suas respectivas posições sobre as acusações e as medidas adotadas no caso.

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