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Dois candidatos a deputado federal em Goiás têm mandados de prisão em aberto por pensão alimentícia

Dois candidatos de Goiás disputam eleição com mandados de prisão por dívida de pensão alimentícia

Dois candidatos de Goiás que disputam as eleições de 2026 aparecem no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com mandados de prisão pendentes de cumprimento. Os dois concorrem a vagas na Câmara dos Deputados e são alvos de ordens de prisão civil relacionadas a dívidas de pensão alimentícia.

Os nomes identificados são Cleuber Gomes Ferreira, que utiliza o nome de urna Ferreira do Portal Notícia e concorre pelo Republicanos, e Valdiley Abadia da Silva, conhecido eleitoralmente como Dom Valdiley, candidato pelo Democracia Cristã.

O levantamento, realizado a partir do cruzamento de registros de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com dados do BNMP, identificou nove candidatos em todo o país nessa situação. Ao todo, as dívidas de pensão alimentícia relacionadas aos mandados chegam a pelo menos R$ 95,2 mil.

Cleuber Ferreira

De acordo com os dados divulgados, Cleuber Gomes Ferreira é alvo de um mandado de prisão civil de 30 dias por uma dívida de pensão alimentícia de R$ 1.886,03, referente ao período entre outubro de 2025 e janeiro de 2026.

A decisão aponta que parte do valor chegou a ser paga, mas não houve comprovação da quitação integral do débito.

Empresário e candidato pela primeira vez, Cleuber declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 55 mil, incluindo um carro avaliado em R$ 35 mil e uma motocicleta de R$ 20 mil.

Dom Valdiley

O segundo candidato goiano é Valdiley Abadia da Silva, o Dom Valdiley. Contra ele, há um mandado de prisão civil de 60 dias por dívida de pensão alimentícia.

O documento não informa o valor do débito. Segundo a decisão, uma ordem anterior não havia sido cumprida porque o candidato não foi localizado nos endereços informados pela parte responsável pela cobrança. O mandado foi renovado e possui validade até julho de 2027.

Ainda segundo o levantamento, Dom Valdiley declarou não possuir bens à Justiça Eleitoral. Consultas à Receita Federal, porém, apontaram seu nome como presidente ou sócio-administrador de cinco CNPJs.

Mandado de prisão não significa condenação criminal

É importante destacar que os dois casos de Goiás são de prisão civil, e não de condenação criminal. A medida é utilizada pela Justiça como forma de pressionar o responsável pelo pagamento de pensão alimentícia a quitar a dívida.

A existência de um mandado, por si só, não impede automaticamente a candidatura nem torna o candidato inelegível. Os registros ainda passam pela análise da Justiça Eleitoral.

O Tribunal de Justiça de Goiás informou que os processos relacionados aos dois candidatos tramitam em segredo de Justiça. Os partidos e os candidatos foram procurados para se manifestar, mas, segundo a reportagem publicada nesta quarta-feira (19), não haviam respondido até o fechamento da matéria.

A situação dos mandados pode mudar a qualquer momento, conforme decisões judiciais e atualizações no sistema do CNJ.

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