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Construir em Goiás pesa mais no bolso e tem alta de 8,3% em 2026

Construção civil encarece em Goiás e alta chega a 8,3% em 2026

Construção civil fica 8,3% mais cara em Goiás em 2026, aponta IBGE

Custo médio chegou a R$ 2.008,93 por metro quadrado em julho; alta no estado ficou acima da média nacional

O custo da construção civil aumentou 8,3% em Goiás entre janeiro e julho de 2026, segundo dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a alta, o custo médio estimado chegou a R$ 2.008,93 por metro quadrado no estado.

O resultado ficou acima da média nacional, que acumulou alta de 4,94% no mesmo período. Somente em julho, Goiás registrou aumento de 2,58%, o maior avanço entre os estados brasileiros. No país, a alta mensal foi de 0,44%.

Alta foi influenciada por mão de obra e materiais

Segundo o IBGE, o aumento registrado em Goiás foi influenciado principalmente pelo reajuste dos trabalhadores da construção civil, definido em acordo coletivo. Os preços dos materiais utilizados nas obras também contribuíram para a elevação dos custos.

Na prática, o valor calculado pelo Sinapi serve como uma referência para estimar o custo de construção por metro quadrado. O indicador, porém, não representa o preço final de uma casa ou apartamento, já que não considera despesas como aquisição do terreno, localização, projetos, margem de lucro e outros custos específicos de cada empreendimento.

Custo supera R$ 2 mil por metro quadrado

Com o avanço acumulado em 2026, Goiás passou a ter um custo médio de R$ 2.008,93 por metro quadrado, ligeiramente acima da média nacional, de R$ 1.985,10.

O valor também ficou praticamente no mesmo nível do Distrito Federal, que registrou custo de R$ 2.008,66 por metro quadrado.

Entre os estados do Centro-Oeste, Mato Grosso apresentou o maior custo médio, de R$ 2.064,68 por metro quadrado. Goiás apareceu na sequência, enquanto Mato Grosso do Sul registrou R$ 1.896,68.

Goiás impulsiona alta no Centro-Oeste

O desempenho do estado também contribuiu para o resultado da região. O Centro-Oeste registrou alta de 1,18% em julho, a maior variação entre as regiões brasileiras naquele mês.

O Sinapi acompanha a evolução dos custos dos principais componentes utilizados na construção civil, incluindo materiais e mão de obra. Os dados são utilizados como referência para avaliar a variação dos gastos necessários para a execução de obras no país.

Para quem pretende construir, a elevação indica que o planejamento financeiro precisa considerar o aumento dos custos ao longo da execução, já que preços de materiais e despesas com trabalhadores podem sofrer novas variações.

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