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Colômbia ainda procura desaparecidos uma semana após forte terremoto

Terremoto de magnitude 7,4 deixou mais de 280 mortos, cerca de 140 desaparecidos e milhares de feridos; equipes enfrentam riscos de novos tremores durante as buscas

Uma semana após terremoto, equipes seguem em busca de desaparecidos na Colômbia

Mais de 280 pessoas morreram e cerca de 140 continuam desaparecidas após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país

Equipes de resgate continuam trabalhando nos escombros de prédios destruídos no oeste da Colômbia nesta segunda-feira (17), uma semana após um forte terremoto devastar cidades e vilarejos da região. O desastre deixou mais de 280 mortos, além de milhares de feridos e desabrigados.

O terremoto de magnitude 7,4 atingiu a região de San José del Palmar na manhã da segunda-feira (10). O tremor provocou grandes danos desde o porto de Buenaventura, no litoral do Pacífico, até áreas da região cafeeira e importantes cidades do oeste colombiano, como Cali e Pereira.

Segundo estimativas oficiais divulgadas no domingo (16), mais de 140 pessoas ainda estão desaparecidas, enquanto aproximadamente 4.200 ficaram feridas.

Cali e Pereira concentram mais de dois terços das mortes registradas. Nas duas cidades, prédios residenciais, casas, igrejas, escolas e hospitais foram danificados ou destruídos.

Buscas entram em fase mais delicada

Em Cali, equipes de emergência continuam trabalhando entre grandes pilhas de concreto e estruturas metálicas retorcidas. Com o passar dos dias, porém, as operações de resgate passaram gradualmente a se concentrar também na localização e recuperação de corpos.

O capitão Alberto Hernandez, do Corpo de Bombeiros de Cali, afirmou que as equipes não encontraram sinais recentes de sobreviventes em algumas das áreas mais atingidas.

Os tremores secundários também aumentam os riscos para os socorristas e para moradores que permanecem nas regiões afetadas.

“Milagres podem acontecer, mas honestamente não há indicação de que alguém ainda esteja vivo”, afirmou Hernandez.

Segundo o bombeiro, o trabalho precisa ser realizado com extremo cuidado para evitar novos acidentes durante a remoção dos escombros.

Solidariedade cresce em meio à tragédia

Enquanto as buscas continuam, uma grande operação de ajuda humanitária foi mobilizada em diferentes partes do país.

Em Bogotá, um estádio foi transformado em um dos principais centros de arrecadação de doações. Em Pereira, autoridades também passaram a atender animais de estimação feridos e distribuir alimentos e outros itens recebidos por meio de doações.

Moradores que perderam suas casas relatam a dimensão da tragédia e as dificuldades enfrentadas após o terremoto.

Claudia Galeano, de 53 anos, perdeu a residência em Pereira. O pai dela, Arnulfo Galeano, chegou a ser retirado com vida dos escombros, mas morreu posteriormente no hospital.

“É horrível, é devastador”, relatou a mulher.

Reconstrução mobiliza governo e empresários

O terremoto também se tornou a primeira grande crise enfrentada pelo presidente colombiano Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo poucos dias antes do desastre.

O governo acompanha as operações de resgate e já trabalha nas medidas necessárias para a reconstrução das áreas destruídas.

O empresário colombiano Jaime Gilinski anunciou uma doação de 150 bilhões de pesos colombianos, equivalente a cerca de US$ 47,75 milhões, para ajudar na reconstrução de hospitais e escolas em Cali.

A família Santo Domingo, que controla um dos maiores grupos empresariais e de comunicação do país, também anunciou anteriormente uma contribuição de US$ 32 milhões para auxiliar na recuperação após o desastre.

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