Centrão mira ministérios bilionários e negocia espaço em eventual governo de Flávio Bolsonaro
Integrantes de partidos do Centrão já projetam mudanças na composição ministerial caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a disputa pela Presidência da República. As siglas buscam ampliar sua influência no governo e assumir ministérios com orçamentos maiores e maior peso político, em comparação com os espaços que ocupam atualmente na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As articulações envolvem partidos que integram ou integraram a base do governo Lula e que, nos últimos dias, anunciaram apoio à candidatura de Flávio no segundo turno. Apesar das movimentações, parlamentares ressaltam que ainda não existe uma definição sobre a distribuição de cargos em uma eventual administração do candidato do PL.
PP mira Ministério da Saúde
O Partido Progressistas (PP), que teve André Fufuca à frente do Ministério do Esporte no governo Lula, estaria interessado em assumir o Ministério da Saúde em uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro.
Entre os nomes cotados para comandar a pasta estão os deputados Ricardo Barros, que já foi ministro da Saúde durante o governo Michel Temer, e Dr. Luizinho, médico e integrante influente do partido.
A disputa pela Saúde é estratégica devido ao tamanho do orçamento da área e à importância política da estrutura federal. No entanto, Flávio já anunciou Claudio Lottenberg, ex-secretário municipal de Saúde de São Paulo e com passagem pelo Hospital Israelita Albert Einstein, como nome para o ministério.
Partidos buscam ampliar influência
Além do PP, outras legendas do Centrão também avaliam como ampliar sua participação em um possível governo do PL.
O Republicanos comandou o Ministério de Portos e Aeroportos na atual configuração política citada no levantamento. Já o União Brasil teve influência sobre pastas como Turismo, Integração e Desenvolvimento Regional e Comunicações.
O MDB também ocupou ministérios importantes no governo Lula, incluindo Transportes, Cidades e Planejamento. O PSD, por sua vez, teve espaço nas áreas de Agricultura, Minas e Energia e Pesca.
Apesar da movimentação, o PSD manteve neutralidade no segundo turno. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que disputou a Presidência pelo partido, aparece entre os nomes considerados para integrar uma eventual equipe ministerial de Flávio.
Apoio eleitoral entra no cálculo político
PP, União Brasil e Republicanos anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro nos últimos dias, depois de adotarem posições de neutralidade no primeiro turno. A aproximação fortalece as conversas sobre a participação dessas legendas em uma eventual administração.
Mesmo assim, a composição de um futuro governo dependerá do resultado das urnas e das negociações políticas posteriores. Por enquanto, a busca por ministérios com maior orçamento e protagonismo revela o interesse dos partidos em ampliar sua influência na estrutura federal.
As articulações também indicam que a formação de uma base de apoio no Congresso deve ser um dos pontos centrais de qualquer eventual governo, com as legendas buscando espaço e capacidade de decisão em áreas estratégicas da administração pública.




