Casas Bahia prevê fechar 298 lojas e demitir até 3 mil funcionários em meio a crise
Varejista entrou com pedido de recuperação judicial e acumula dívidas estimadas em R$ 17,3 bilhões
A Casas Bahia enfrenta uma das maiores reestruturações de sua história. O plano apresentado pela companhia prevê o fechamento de 298 lojas, o equivalente a cerca de 28,7% da rede, além da demissão de aproximadamente 1,9 mil a 3 mil funcionários.
O processo de redução da operação ganhou força na última semana, entre quinta (13) e sexta-feira (14) de agosto de 2026, segundo informações divulgadas pela imprensa.
A situação se agravou neste domingo (16), quando a varejista entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça. A empresa possui dívidas estimadas em R$ 17,3 bilhões.
Prejuízo bilionário
O pedido de recuperação judicial ocorre após a companhia registrar um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026. No mesmo período do ano passado, as perdas haviam sido de R$ 555 milhões.
No primeiro trimestre deste ano, a Casas Bahia também havia registrado prejuízo de R$ 1,06 bilhão, valor 160% superior aos R$ 408 milhões contabilizados no mesmo período de 2025.
A sequência de resultados negativos aumentou a pressão sobre a empresa e levou à adoção de medidas para reduzir custos e reorganizar a operação.
Fechamento de lojas e demissões
O plano de reestruturação prevê o encerramento das atividades de 298 unidades físicas. Com isso, quase três em cada dez lojas da rede poderão ser fechadas.
As mudanças também devem atingir o quadro de funcionários. A estimativa é de que entre 1,9 mil e 3 mil trabalhadores sejam desligados durante o processo.
As informações sobre os cortes e o fechamento das lojas foram divulgadas pela imprensa. Procurada, a assessoria de comunicação da Casas Bahia não se manifestou sobre o número de demissões e unidades que serão encerradas.
Recuperação judicial
A recuperação judicial é um mecanismo utilizado por empresas em dificuldades financeiras para tentar reorganizar suas dívidas e evitar a falência. Durante o processo, a companhia apresenta um plano aos credores para renegociar os débitos e buscar condições para continuar funcionando.
No caso da Casas Bahia, o pedido ocorre em meio ao agravamento dos resultados financeiros e à necessidade de reduzir despesas para manter as operações.
A companhia agora deverá enfrentar uma série de etapas judiciais e negociações com credores para definir os próximos passos da reestruturação.




