Campanha de João Campos aciona TRE-PE e denuncia supostos ataques coordenados nas redes
Frente Popular afirma ter identificado uma rede de perfis que estaria disseminando conteúdo contra o ex-prefeito do Recife; campanha de Raquel Lyra nega irregularidades
A campanha de João Campos acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para pedir providências diante de supostos ataques coordenados e da disseminação de informações falsas contra o ex-prefeito do Recife nas redes sociais.
Segundo a Frente Popular de Pernambuco, grupo político ligado a Campos, haveria uma estrutura digital organizada por trás das publicações. A campanha levanta a suspeita de que a operação poderia contar com recursos públicos provenientes de contratos de publicidade do governo estadual.
O caso ocorre em meio à disputa pelo governo de Pernambuco. João Campos e Raquel Lyra estão entre os principais nomes da corrida eleitoral no estado.
No fim de julho, a própria campanha de Raquel Lyra também recorreu à Justiça Eleitoral alegando ser alvo de ataques coordenados nas redes sociais.
Campanha diz ter identificado 13 perfis
De acordo com a equipe de João Campos, foram identificadas inicialmente 13 pessoas que participariam da disseminação do conteúdo considerado difamatório. Entre os envolvidos estariam perfis pessoais, páginas de notícias de bairros e outras contas nas redes sociais.
A campanha afirma ainda ter identificado aproximadamente 40 outros perfis que fariam parte da suposta rede, mas cujos responsáveis ainda não teriam sido identificados.
O presidente estadual do PSB de Pernambuco, Sileno Guedes, afirma que algumas páginas que anteriormente publicavam conteúdos sobre humor, gastronomia, notícias locais e assuntos de bairro passaram a concentrar suas atividades em críticas e ataques a João Campos e a integrantes de seu grupo político.
Segundo Guedes, a obtenção de dados técnicos junto às plataformas digitais poderá ajudar a identificar os responsáveis pela administração das contas e diferenciar usuários que apenas compartilharam publicações daqueles que eventualmente atuariam de forma coordenada.
Pedido à Justiça Eleitoral
No pedido apresentado ao TRE-PE, a campanha de João Campos solicita que as plataformas digitais preservem os dados relacionados aos perfis apontados.
A intenção é garantir que informações técnicas, registros e outros elementos possam ser posteriormente analisados e utilizados caso sejam identificadas possíveis irregularidades eleitorais.
A campanha sustenta que a preservação dos dados é necessária para permitir a investigação sobre a origem e o funcionamento da suposta rede.
Campanha de Raquel Lyra nega irregularidades
Em nota, a campanha da governadora Raquel Lyra afirmou que a ação apresentada pelo PSB não comprova qualquer irregularidade.
A equipe da governadora também destacou que o pedido apresentado à Justiça Eleitoral tem caráter técnico e busca apenas a preservação de registros que poderão ser analisados futuramente.
A campanha disse receber a iniciativa com tranquilidade e afirmou não se opor à preservação dos dados solicitados às plataformas.
Segundo a assessoria, não se deve transformar uma medida de preservação de informações em uma acusação política antes da existência de provas. A campanha também defendeu o direito dos eleitores de manifestarem livremente suas opiniões e apoios nas redes sociais.
O grupo de Raquel Lyra afirmou ainda que prestará os esclarecimentos solicitados pela Justiça Eleitoral e continuará concentrado nas ações do governo estadual.




