Ronaldo Caiado nega negociação para assumir ministério em eventual governo de Flávio Bolsonaro
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) negou, nesta quinta-feira (22), ter negociado com o senador Flávio Bolsonaro (PL) uma possível indicação para um ministério em caso de vitória do candidato à Presidência da República no segundo turno das eleições.
Em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey, durante o lançamento do Festival do Pequi, na Ceasa, em Goiânia, Caiado afirmou que não há articulação para que ele assuma as pastas da Agricultura ou da Segurança Pública.
“Não, de maneira nenhuma. Não tem nenhuma colocação em relação a este assunto. Esse assunto, eu sou muito cauteloso”, declarou.
O ex-governador também afirmou que, em sua avaliação, os nomes que devem integrar um eventual governo de Flávio Bolsonaro são aqueles que acompanham o candidato desde o início da trajetória política.
“As pessoas que devem compor o ministério do Flávio são aquelas que estiveram com ele desde o começo. Então, não existe nenhuma articulação nesse sentido”, completou.
Caiado diz que pretende continuar ajudando Goiás
Durante a entrevista, Caiado também afirmou que pretende colaborar com o ex-governador Daniel Vilela (MDB) na organização administrativa de Goiás para 2027, mesmo sem participação direta na vida política.
“Eu estarei de volta à minha vida normal, ajudando Goiás, trabalhando aqui. No que eu puder ajudar, eu sempre estarei à disposição”, disse.
Apoio a Flávio Bolsonaro
Ronaldo Caiado e Daniel Vilela declararam apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro em 6 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições. O anúncio foi feito durante um evento em Goiânia que contou com a presença do candidato do PL à Presidência.
Na ocasião, apoiadores entoaram palavras de ordem defendendo a indicação de Caiado para um ministério. Flávio, por sua vez, afirmou que pretende se inspirar nas políticas de segurança pública adotadas em Goiás.
Ao discursar, Caiado defendeu a vitória do candidato do PL e afirmou que ela seria necessária para “devolver o Brasil aos brasileiros”. O ex-governador também fez críticas ao PT e mencionou os casos Master e INSS.
Durante o evento, apoiadores voltaram a chamar Caiado de “ministro”. Ele, no entanto, pediu calma aos presentes, com gestos das mãos.
A declaração desta quinta-feira reforça que, segundo o próprio Caiado, não há negociação em andamento para que ele ocupe um cargo ministerial em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.




